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Análise: 'fake news' da Catanhêde ou golpe baixo de Bolsonaro?

quinta-feira, 28 de março de 2019
Eliane Catanhêde, nesta quarta (27) no "Em Pauta"

Na noite desta quarta-feira (27), o presidente desocupado e Twitteiro Jair Bolsonaro, que ao invés de governar um país inteiro, apenas rege seu gado via rede social, causou alvoroço entre seus seguidores tapados e fanáticos e dividiu internautas quando divulgou um tweet acusando uma jornalista da GloboNews de propagar fake news contra seu desgoverno.

Ontem, durante edição ao vivo do "Em Pauta", a jornalista Eliane Catanhêde divulgou em "primeira mão" a saída do incompetente ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez, que insiste estar à frente de um MEC paralisado por uma série de crises, demissões e recuos.

Após o programa, Catanhêde voltou a confirmar a informação em rede social. "Acabo de anunciar no GloboNews Em Pauta: Bolsonaro decidiu demitir o ministro da Educação, Vélez Rodríguez. Os motivos são óbvios.", disse.

Veja o vídeo:



Apressadamente, Bolsonaro correu para o Twitter, negando a informação e disparando ataques contra a "mídia", a saber, Globo: "Sofro fake news diárias como esse caso da "demissão" do Ministro Vélez. A mídia cria narrativas de que NÃO GOVERNO, SOU ATRAPALHADO, etc. Você sabe quem quer nos desgastar para se criar uma ação definitiva contra meu mandato no futuro. Nosso compromisso é com você, com o Brasil".

Analisando o fato:

1. Catanhêde errou? Provavelmente não! Uma jornalista de seu calibre, em um canal do porte da GloboNews, não se daria ao luxo de cometer uma gafe do tipo e gratuitamente disseminar fake news. A informação chegou a jornalista e a mesma a transmitiu. Seu único erro foi não apurá-la com mais cautela antes de divulgá-la. Motivo?

2. Conhecendo bem o tipinho que chegou ao Palácio do Planalto, provavelmente a informação da demissão do ministro foi vazada de propósito para a jornalista por meio da tal fonte, para depois ser desmentida pelo próprio Presidente, para o mesmo sair no Twitter esbravejando contra a imprensa, desmoralizando-a por propagar fake news contra o governo.

3. É muito provável também que Valéz já estava, e está, com a corda no pescoço e desceria à força por conta de sua inércia frente a pasta. Ao saber que a informação vazou e logo foi divulgada pela imprensa, Bolsonaro teria recuado da demissão e usou o fato para alimentar seus seguidores de que a Globo é inimiga. Assim, por orgulho e mania de perseguição do presidente, a queda do ministro deverá se arrastar por mais alguns dias.

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