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6 provas de que a Record lambe o saco de Bolsonaro

sexta-feira, 8 de março de 2019

TV NBR e TV Brasil que nada! As emissoras estatais, altamente controladas pelo governo federal, perderam de vez sua relevância no governo desde que Jair Bolsonaro (PSL) fora eleito Presidente da República. Aliás, a patifaria política televisiva na TV aberta, que tem passado o pano na imagem do atual chefe de estado, começou bem antes, quando o candidato ainda fazia parte do baixo clero do Congresso Nacional.

As emissoras abertas e concebidas por concessão pública, Band, RedeTV! e SBT, deram sinais de que seus detentores foram e serão capazes de vender a alma ao Diabo na tentativa de garantir privilégios e a famosa manata oriunda do dinheiro público das verbas publicitárias do governo. Ainda neste balio de gato, tem a Record, que é capaz de assumir o posto do Tinhoso a fim de concretizar seu ambicioso projeto de poder.

Além de generosamente derramar dinheiro público na folha das emissoras de TV, o presidente parece exigir algo em troca, do tipo "fale bem de mim, senão...", como também ter preferência por uma determinada emissora de TV. Curiosamente, a Globo, que possui altos índices de audiência, longo alcance e influência, está fora do escancarado acordo.

Enquanto isso, nos corredores da Record e do Palácio do Planalto, apesar de não oficializarem o apoio, ninguém esconde a relação super amigável, obscura e tendenciosa entre o líder religioso da Igreja Universal do Reino de Edir Macedo e o presidente Jair Bolsonaro. Sem pudores, ambos já deixaram claro para apoiadores e oposição que andarão de mãos dadas e que o governo atual tem sim uma emissora oficial que servirá como porta-voz.

Como a puta interesseira desta relação adúltera e imoral, a Record abafa fatos negativos, defende, elogia, rende e lambe o saco de Bolsonaro. Vamos aos fatos:

1. Apoio declarado a Bolsonaro
No furor da disputa das eleições presidenciais de 2018, o dono da Record e... líder da Igreja Universal, uma das mais influentes no País, o bispo Edir Macedo declarou em rede social seu apoio ao candidato Jair Bolsonaro.

O apoio ao candidato do PSL foi manifestado pelo bispo ao ser questionado por um seguidor, durante transmissão ao vivo no Facebook. Foi perguntado qual era seu "posicionamento sobre a eleição pra presidente". "Bolsonaro", escreveu o líder religioso, sendo saudado por vários outros internautas que o seguem naquela rede social.

Realiza: 8 milhões de dizimistas da IURD, influenciados pelo bispo. Sem dúvidas, uma mão na roda para o então candidato ganhar as eleições. Vale lembrar que, desde 1989, Edir já se metia abertamente na política. Até outro dia, seus favoritos eram Lula e Dilma.

2. Bolsonaro amparado pela Record durante as eleições
Após o apoio de seu dono, a Record passou a evitar reportagens negativas e a ampliar o espaço dado a Bolsonaro na programação da emissora. Durante as eleições, não se via em momento algum reportagens críticas sobre o presidenciável. O caso da Val do Acaí, bens e rendas suspeitos, inútil histórico como deputado federal, família na política e declarações polêmicas de Bolsonaro não eram pautas nos telejornais da Record. (Depois de eleito, a Record parece ignorar milicianos e "laranjal" do PSL). Nas entrevistas, repórteres perguntavam o que o candidato queria ouvir ou o que ele poderia responder facilmente. Visto que o candidato se mostrava meio tapado e desprovido de inteligência e argumentos, os profissionais não podiam apertá-lo. Se apertasse, sairia bosta da bolsinha de colostomia.

Além das reportagens água com açúcar, o canal da Barra Funda serviu de amparo ao candidato. Bolsonaro foi um dos presidenciáveis com menos de 15 segundos de propaganda eleitoral. Daí, a Record achou de fazer graça por lhe proporcionar uma agenda e megas reportagens positivas em seus telejornais. Enquanto a Globo exibia seu primeiro debate na TV, em 4 de outubro, Bolsonaro apareceu em entrevista exclusiva na Record. Por mais de 30 minutos, a Record concedeu espaço ao candidato que estava se recuperando da famosa facada. O Tribunal Superior Eleitoral simplesmente se calou diante da ilegalidade da entrevista. Além das lives do Facebook e enxurrada de fake news nas redes, Bolsonaro fez propaganda eleitoral exclusiva na tela da Record.

3. Profissionais da Record pressionados a beneficiar Bolsonaro
As eleições presidenciais trouxeram problemas para a Record. Isso porque vários profissionais do jornalismo do canal denunciaram a empresa ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP). O órgão chamou de “pressões abusivas”. Segundo o site do Sindicato, profissionais Record, da estação de rádio e do portal R7 alegaram que estavam "sofrendo pressão permanente da direção da emissora para que o noticiário [beneficiasse] o candidato à Presidência Jair Bolsonaro e [prejudicasse] o candidato Fernando Haddad (PT)”.

Para se ter ideia do escândalo, o portal R7 passou a ser dirigido a favor do candidato do PSL de forma explícita. Por vários dias seguidos, os destaques da rubrica ‘Eleições 2018’ na home se dividiam entre reportagens favoráveis a Bolsonaro e reportagens negativas a Haddad.

4. Record "furou" a Globo
“A Record TV transmite... a primeira entrevista exclusiva com o presidente eleito, Jair Bolsonaro”, anunciava a emissora, meritrocamente toda contente e orgulhosa do grande feito. A conversa foi exibida em uma edição especial do programa "O Voto na Record 2018", com duração de 30 minutos. Com isso, a emissora "furou" a Globo, que na maioria das vezes, consegue ser a primeira a entrevistar o mais novo ocupante do Palácio do Planalto.

Lógico que não é via de regra conceder a primeira entrevista pós-eleição à emissora dos Marinhos. Porém, dar prioridade à Record soou estranho, visto que a mesma foi acusada de favorecer Jair Bolsonaro durante a campanha política e ainda receber apoio de seu dono, Edir. Vale lembrar e ressaltar que, até antes de receber a faixa presidencial, Bolsonaro sempre amava falar na TV por meio da Record.

5. Globo "inimiga"
A Record sempre invejou, copiou, atacou e odiou a Globo. Agora, imagina se o Presidente da República, a quem ela apoia, também tivesse ranço mortal por sua principal algoz? Era tudo que a Record queria!

Escandalosamente, em fevereiro desse ano, o Presidente deixou claro seu ódio e guerra contra a líder de audiência e pacto firmado com as concorrentes da Globo. A revista Veja divulgou com exclusividade uma série de áudios que foram trocados entre Bolsonaro, e o então ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno (PSL), que mostram as acusações, trocas de farpas e desentendimentos que culminaram na exoneração de Bebiano. Em um deles, o líder do Executivo critica o ex-ministro por receber no Palácio do Planalto o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo.

Antes do áudio, Bebianno teria perguntado ao presidente se havia “algo contra” por receber o executivo da emissora da família Marinho. Bolsonaro, então, retruca: “Gustavo, o que eu acho desse cara da Globo dentro do Palácio do Planalto: eu não quero ele aí dentro. Qual a mensagem que vai dar para as outras emissoras? Que nós estamos nos aproximando da Globo. Então, não dá para ter esse tipo de relacionamento.”

“Agora, inimigo passivo, sim. Agora… Trazer o inimigo para dentro de casa é outra história. Pô, cê tem que ter essa visão. Pelo amor de Deus, cara. Fica complicado a gente ter um relacionamento legal dessa forma porque cê tá trazendo o maior cara que me ferrou – antes, durante e após a campanha – para dentro de casa. Me desculpa. Como presidente de República: cancela, não quero esse cara aí dentro. Ponto final”, concluiu.

Então... "Qual a mensagem que vai dar para as outras emissoras?". "Trazer o inimigo para dentro de casa". Tire suas próprias conclusões.

6. Para Record, "golden shower" e dedo no cu não afetam imagem do presidente
Na quarta-feira de cinzas, possesso de raiva porque foliões de todo o brasil o mandaram tomar no cu durante todo o Carnaval 2019, o Presidente da República escandalizou o Brasil e o mundo quando postou em sua conta no Twitter uma crítica aos blocos de Carnaval e, de quebra, um vídeo escatológico em que um homem mijava na cabeça do outro. Ainda, o passivo do vídeo enfiava o dedo no próprio cu. Uma postagem dessas partindo de um Chefe de Estado é chocante!

Diante da mega repercussão negativa mundial, a Record não noticiou o fato como deveria. A Globo se estendeu por 6 minutos para tratar do bafo e SBT, Band e RedeTV! dedicaram de 2 a 3 minutos sobre a polêmica em seus principais telejornais, respectivamente. A emissora de Edir limitou-se apenas a míseros 1 minuto e 13 segundos. No final da mixuruca reportagem, o "Jornal da Record" carimbou: "Para pessoas próximas, o episódio não prejudica a imagem de Jair Bolsonaro". É o que chamamos de abafa o caso e passa o pano.

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