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5 novelistas globais que não conseguiram emplacar novos sucessos

terça-feira, 19 de março de 2019

No últimos anos, a bruxa anda solta no departamento de teledramaturgia da Globo. Isso porque grandes autores de telenovelas não tem conseguido emplacar novos sucessos no disputadíssimo horário nobre da emissora carioca. Segue a primeira lista dos fracassados:


João Emanuel Carneiro. Apontado como a revelação da teledramaturgia da Globo no últimos anos, o responsável por ter parado o país com o mega sucesso "Avenida Brasil" não conseguiu repetir a mesma façanha nos seus últimos folhetins. JEC fracassou em "A Regra do Jogo". A novela era inovadora com pegada de série, mas pecou por trazer personagens nada cativantes e enredo confuso. Além disso, a produção também enfrentou problemas de audiência por que entrou no ar antes do previsto por conta do fracasso da antecessora "Babilônia" e teve que lutar contra a migração de uma bela fatia dos telespectadores da Globo diante do sucesso repentino da Record "Os Dez Mandamentos", que estava na fase final das 10 pragas e travessia do Mar Vermelho.

Recentemente, Carneiro frustou emissora e fãs quando perdeu a mão em "Segundo Sol". Nem mesmo a presença de Adriana Esteves conseguiu elevar a trama baiana ao patamar do sucesso. Vale lembrar que, na década passada, o pai da eterna Carminha já tinha estourado na Globo com os sucessos "Da Cor do Pecado", "Cobras e Lagartos" e "A Favorita".


Manoel Carlos. Autor de grandes e inesquecíveis sucessos melodramáticos, como "Por Amor", "Laços de Família", "Mulheres Apaixonadas" e "Páginas da Vida", Maneco perdeu a oportunidade de se aposentar no auge de sua carreira. O mentor das famosas Helenas já não era mais o mesmo quando resolveu escrever "Viver a Vida".

Muito idoso, Manoel Carlos tentou sua derradeira obra e acabou manchando o currículo com a sonífera bomba "Em Família", que sofreu com atrasos na entrega dos capítulos. A novela foi capaz de espantar até 10 pontos de audiência no Ibope.


Gilberto Braga. Eis um autor de sucesso que viu sua carreira desandar com "Babilônia, considerada a maior bomba de todos os tempos da faixa mais importante do horário nobre da Globo. Bastou um beijo lésbico de cara no primeiro capítulo, entre as personagens de Fernanda Montenegro e Nathália Timberg, que a audiência da novela desceu ladeira a baixo. Personagens e enredo mudavam a todo instante na tentativa da emissora para recuperar audiência. A trama sofreu forte rejeição do público, sendo massacrada e boicotada por religiosos, políticos e "tradicional família brasileira". Para piorar a situação da Globo, os telespectadores voltaram atenções para "Os Dez Mandamentos", vendida pela Record como a "novela da família brasileira" por conta das polêmicas da novela global.

Encurtada, "Babilônia" penou até o final, totalizando 25 pontos de média geral no Ibope. Este foi o pior resultado de uma novela das nove. Devido ao trauma do fracasso, o autor dos sucessos "Dancin' Days", "Vale Tudo", "Celebridade" e "Paraíso Tropical", precisou aumentar a dose da tarja preta e se afastar do horário nobre da Globo.


Maria Adelaide Amaral. Dramaturga portuguesa radicada no Brasil, Maria Adelaide colecionava na Globo grandes sucessos entre minisséries (A Muralha, Os Maias e A Casa das 7 Mulheres) e remakes de telenovelas (Anjo Mau e Ti Ti Ti). Após relativo sucesso com "Sangue Bom" na faixa das sete, a autora resolveu arriscar tudo na faixa das nove.

Foi com a "Lei do Amor" que Maria Adelaide experimentou do pão que o Diabo amassou nas mãos do público. Em parceria com Vincent Villari, os autores prometeram a volta do folhetim clássico e uma trama que flertava com a política. Leve engano! Após uma primeira fase demorada, "A Lei do Amor" não fisgou o público, sofreu com mudanças e intervenções, perdendo sua proposta inicial. Alvo de críticas, terminou com a segunda pior média do horário, com 27 pontos. Depois dessa, Amaral não quis mais saber de se aventurar na faixa das nove.


Izabel de Oliveira. Autora carimbada dos velhos tempos de "Malhação", Izabel de Oliveira alcançou o estrelato na Globo com as marcantes 'Empreguetes', na divertida "Cheias de Charme". O sucesso da novela foi tamanho que até uma música das protagonistas caiu na boca do povo e a música tema da abertura impulsionou a carreira da cantora Gaby Amarantos.

Escorada no estrondo de "Cheias de Charme", a autora fracassou geral dois anos depois com "Geração Brasil". Apesar da comédia pastelão, comum no horário das sete, a trama que focava no auge da tecnologia e modernidade não agradou os telespectadores. A novela foi considerada frustrante pela Globo, quanto à repercussão. A história não repercutiu nem mesmo entre os internautas. A trama chegou ao fim com média geral de 19,5 pontos, pior audiência de uma novela das sete.

Atualmente, Izabel voltou à faixa com "Verão 90", rendendo razoáveis números de audiência para os padrões atuais e afastando o fantasma de "Geração Brasil", mas longe do estrondoso sucesso de "Cheias de Charme".

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