quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Prepotência é o maior defeito e inimigo da Record

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Espelhando-se no grande sucesso de Vivian de Oliveira, "Os Dez Mandamentos" (2015), a Record achou que repetiria a façanha com "Apocalipse".

Contrariando todas as expectativas de que a novela bateria de frente com o "Jornal Nacional" e incomodaria até o fenômeno "O Outro Lado do Paraíso", ambas da Globo, a produção fracassou.

Da primeira à sétima semana de sua exibição, "Apocalipse" conseguiu acumular recordes negativos de audiências semanais. É muito provável que nesta última semana (7ª), a faixa afunde ainda mais no Ibope da Grande São Paulo, praça mais importante do país para o mercado publicitário.

Apesar de um bom pano de fundo, o fim do mundo, e a ajuda de efeitos especiais, como em "Os Dez Mandamentos", a novela não tem chamado atenção do grande público e, para piorar, tem afugentado quem a acompanhava desde o início. A prova está nos números: 11 pontos na primeira semana para 06 pontos atuais.

Na época de "Os Dez Mandamentos", a emissora nem esperava o sucesso. Foi repentino, aliás, um acidente provocado pela própria Globo. Cheios de prepotência, abusando do poder de sua influência, os bispos acharam que poderiam transformar o folhetim em arma de guerra. Como se fosse um culto evangélico, atacaram credos e crenças. Imaginaram que a novela chamaria atenção mais à base de polêmicas do que pelo enredo e aparatos.

Grande engano. "Apocalipse" fracassou. Por essas e outras, hoje, a emissora atravessa sua maior crise de audiência nos últimos anos.
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