quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Retrô 2017: Mayer e Waack devem ou não sair do castigo?

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Em 2017, as estruturas da Globo foram abaladas por duas grandes polêmicas envolvendo dois importantes nomes de sua teledramaturgia e jornalismo.

José Mayer, que durante anos ostentou o título de galã global, foi afastado em abril das produções da platinada desde que foi acusado de assediar uma ex-figurinista da emissora, o que mobilizou boa parte da ala feminina da emissora a adotar até campanha nas redes sociais. A Globo também informou que decidiu não escalar Mayer para a próxima novela das nove de Aguinaldo Silva, contrariando o próprio autor. Desde então, Mayer sumiu.

No início de novembro, o apresentador do "Jornal da Globo" William Waack foi afastado da bancada após um vídeo em que faz um comentário racista se tornar público. No vídeo divulgado, minutos antes de entrar ao vivo quando cobria a campanha eleitoral dos Estados Unidos em 2016, Waack xinga um carro que estava buzinando na rua, vira-se para o convidado do programa e afirma duas vezes em tom baixo que o barulho na rua é coisa de “preto”. Depois de reclamar das buzinadas, o apresentador diz: "Você é um, não vou nem falar, eu sem quem é...". E depois, virando-se para o convidado diz: "É preto". Após a confusão, a Globo disse que o âncora usou "ao que tudo indica" termos racistas e o afastou. Waack também sumiu.

Em meio a alta e negativa repercussão e acusações de assédio sexual e racismo por parte de dois de seus contratados, a Globo acabou por fazer, em parte, a vontade do público quando decidiu colocá-los na geladeira como forma de punição. No caso do Waack, há quem diga que a Globo sucumbiu ao politicamente correto quando o afastou de suas atividades.

E pra você? Afastamento foi pouco ou deveriam ser demitidos? Ou será que o castigo já deu e eles aprenderam a lição? 
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