sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Retrô 2017: as 5 piores novelas da TV brasileira

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Em 2017, as principais emissoras de TV, segundo seus padrões de riqueza (Globo), pobreza (SBT) e amadorismo (Record), continuaram a investir em teledramaturgia. Mas investimento não quer dizer qualidade e audiência. A seguir, veja as 5 piores novelas de 2017:

1. A Lei do Amor


Escrita por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, a novela das nove "A Lei do Amor" causou dor de cabeça à Globo. A primeira fase foi rápida. A passagem de tempo aconteceu com alguns solavancos e algumas substituições de elenco discutíveis.

No decorrer, enfrentou problemas de audiência e sofreu muitos ajustes. Personagens foram suprimidos e novas aventuras, criadas. E o enredo perdeu de vista aquele propósito de espelhar situações do cenário nacional, como política. “A Lei do Amor” começou prometendo uma novela e terminou bem diferente.

2. Carinha de Anjo


Um desperdício chamar isso aí de novela, tudo menos novela! Só mesmo criança para suportar. Um adulto, dependendo de sua idade mental regular, jamais trocaria uma programação adulta para assistir novelinha infantil do SBT. O efeito é retardatário. "Carinha de Anjo" é mais um remake produzido pela emissora de Silvio Santos, mirando na obra da Televisa, exibida pelo canal em 2001. As originais já não prestam e o SBT se dá ao trabalho de piorá-las produzindo novas versões. Extremamente infantil e, pior, mal produzida.

Assim como as antecessoras do gênero infanto-juvenil, a produção é de qualidade duvidosa, terrivelmente escrita pela senhora Abravanel em centenas de capítulos. "Carinha" lembra as próprias novelas mexicanas, de cenário feito de papelão. A cenografia, tão falsa, é facilmente notada. A fotografia é vagabunda, de quinta. Salva-se o colorido, como pede um produto do tipo. O elenco é tenebroso.

3. Sol Nascente


A novela das seis da Globo, escrita por Walther Negrão, ao lado de Julio Fischer e Suzana Pires, cozinhou o público durante seis meses com uma história insossa. Com o peso da crítica e a audiência à míngua, a solução encontrada foi promover um chacoalhão na história. As balelas e bobeiras do núcleo italiano que se prestava cômico, no final, tornou-se apenas constrangedor. E o que dizer do núcleo japonês "paraguaio"?

Recheada de tramas paralelas pouco empolgantes e com núcleo central fraco, "Sol Nascente" ficou marcada pela irregularidade e pela falta de originalidade no desenvolvimento de seus três primeiros quartos. A novela só foi embalar lá pelo final.

4. O Rico e Lázaro


O formato novela bíblica cansou. A quarta novela bíblica da Record deu início ao desgaste do gênero. A audiência da Record caiu em relação as tramas anteriores e estacionou sem poder sair do lugar. Escrita por Paula Rachid, "O Rico e Lázaro" trouxe texto, cenários e figurinos muito parecidos com as antecessoras e deu a impressão de ser sempre a mesma novela.

5. Apocalipse


Dando continuidade a queda de audiência na faixa bíblica da Record, a novela "Apocalipse" vem preocupando os bispos neste fim de 2017. Escrita pela evangélica Vivian de Oliveira, uma das piores autoras da atualidade, a trama bíblica moderna baseada no último livro da Bíblia peca por ser feita sob encomenda para a Igreja Universal, com objetivo de atacar descaradamente outras denominações religiosas, como a Igreja Católica.

Com tramas confusas, a novela começou com péssimas atuações e problemas de áudio; copiou a sequência de um tsunami do filme "O Impossível", uma fumaça negra da série "Lost" e a pegada de "Criminal Minds". Pior é o Sérgio Marone como protagonista e vilão. Não dá! A expectativa é que, com o festival de defeitos especiais, texto pobre da autora e intervenção dos bispos, "Apocalipse" se torne uma bomba e nova "Mutantes" da Record.
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