quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O dia que a Record tentou “limpar a barra” do assassino de Daniella Perez

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25 anos de um crime que chocou o país...

Em 09 dezembro de 2012, a Record exibiu uma matéria polêmica conduzida pelo falecido Marcelo Rezende para o “Domingo Espetacular” a respeito do brutal assassinato da jovem atriz Daniella Perez, filha da autora global Glória Perez, cometido por Guilherme de Pádua e sua então esposa Paula Thomaz, em dezembro de 1992. Na ocasião do crime, Pádua vivia o par romântico da promissora atriz na novela “De Corpo e Alma”, escrita por Glória.

Na entrevista realizada por Rezende, Guilherme se disse “extremamente culpado”. “Se fosse só a minha ex-mulher e a Daniela não existiria crime”, sentenciou de forma um tanto quanto confusa. Segundo ele, a vaidade e o ciúme de Paula Thomaz motivaram o crime; o então ator também buscava se aproximar da atriz na tentativa de ganhar mais espaço na trama de autoria de sua mãe.

O material produzido pela Record foi bastante questionado por setores da imprensa e por boa parte do público em razão de uma suposta tentativa de “limpar a barra” de Guilherme de Pádua, hoje em liberdade. Na ocasião, por conta da entrevista, Gloria Perez se manifestou no Twitter, com veemência, repudiando as colocações do assassino de sua filha. De Pádua chegou a afirmar que queria pedir perdão à autora.

Glória acabou movendo um processo contra a Record, por uso indevido de imagens de Daniella, e também contra Guilherme. Em maio deste ano, ocorreu o julgamento da ação pelo Superior Tribunal de Justiça, uma das mais altas esferas do campo jurídico do país.

Relembre a entrevista:



O crime
Em 28 de dezembro de 1992, Pádua se envolveu no assassinato da atriz Daniella. Junto à sua ex-esposa, que na época tinha muito ciúme de atriz, Guilherme tramou o assassinato. Eles emboscaram Daniella em frente a um posto de gasolina, situação esta vista e confirmada por dois frentistas.

Guilherme não somente deu-lhe um violento soco, como também espancou a atriz, colocou-a no carro de Paula, onde Daniella começou a ser apunhalada e seguindo direção ao Escort da atriz. Depois, ambos, após terem-na apunhalado 18 vezes com uma tesoura, atiraram o corpo da atriz em um matagal da Barra da Tijuca.

O crime teria sido motivado por inveja, cobiça e vingança, já que segundo a acusação, Guilherme dava em cima de Daniella, e sem obter êxito em suas investidas, creu que pelo fato de ter deixado de aparecer em dois capítulos da novela na semana do crime, Daniella teria contado sobre suas perseguições a sua mãe, como forma de prejudicá-lo.

Condenação
Em 25 de janeiro de 1997, Guilherme e Paula foram condenados por homicídio qualificado, com motivo torpe, a 19 anos e 6 meses de cadeia. Cumpriu somente 6 anos.

Pádua saiu da prisão em 14 de outubro de 1999. Rompeu com Paula Thomaz e passou a trabalhar na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.
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