Silvio Santos joga fora resto de crédito que tinha o jornalismo do SBT

Marcão/Dudu
Há algum tempo, um estudo feito pela Reuters em 36 países apontou que o Brasil é um dos países onde as pessoas mais acreditam nas notícias veiculadas pelas empresas de comunicação.

Por aqui, conforme apontado, na categoria de TV, rádio e impresso, a GloboNews figurou em primeiro, com 60% de credibilidade. Agora, creia! Em segundo lugar, apareceu o extinto "Jornal do SBT", que somou 36%, como a principal fonte de confiança no jornalismo entre os canais de TV aberta.

Resultado pitoresco se tratando de um telejornal do SBT, que escancara não ter peso algum. Porém, melhor que nada. Só que ao longo dos anos, o dono Silvio Santos já deixou claro que, para ele, pouco importa o grau da qualidade e investimento no jornalismo da casa. Não à toa, tem sucateado e jogado fora o resto de credibilidade que um dia este ingrato departamento conseguiu, não sabemos como, granjear diante do público.

Após dispensar nomes como Hermano Henning e Joyce Ribeiro, o “patrão” agora está mexendo na linha editorial do "SBT Brasil", seu principal telejornal. Silvio mandou mandou aumentar o hard news e o factual, e extinguir matérias frias e séries de reportagens.

Com as mudanças, o "SBT Brasil" deixou de ter co-apresentadores de meteorologia e esportes, papéis até então desempenhados por Carolina Aguaidas e Bruno Vicari, respectivamente. Além disso, uma das séries que vinham sendo exibidas, "Cenários 2018", com entrevistas com presidenciáveis, foi interrompida. Kennedy Alencar, repórter de política responsável pela série, acabou pedindo demissão e deixando a emissora. Por ordem, a âncora Rachel Sheherazade segue tapada na bancada.

A credibilidade do jornalismo do SBT caminha ainda mais para o brejo quando lembramos que Silvio Santos prefere dar destaque a duas figuras popularescas e apelativas, Dudu Camargo e Marcão do Povo. Ambos vivem tentando passar a perna um no outro no comando do "Primeiro Impacto".

Silvio Santos, quase senil, não está em busca de inovar o jornalismo do SBT. Ele pretende mesmo é esculhambar geral somente por audiência. De que adianta uma nova linguagem, um novo pacote gráfico e um reloginho do Windows na tela de um telejornal morto? Jornalismo no SBT existe somente por obrigação.
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