Por que a Record ainda insiste num jornalista tão problemático?

 Jornalista Paulo Henrique Amorim
A resposta à pergunta no título é o que todo fã de televisão quer saber. Não há mais justificativas plausíveis para a Record manter o jornalista Paulo Henrique Amorim em seu casting principal, a menos que haja outra indicação.

Nesta semana, o veterano se envolveu em mais uma polêmica, desta vez, não contra a Globo ou William Bonner como de praxe, mas nos bastidores "Domingo Espetacular".

O que se sabe é que o âncora da revista eletrônica da Record praticou assédio moral contra uma de suas colegas por causa de um tchauzinho de Thalita Oliveira ao final da gravação de uma chamada. O jornalista subiu o tom da voz, acusando-a de querer aparecer mais que os outros. Fora outras barbaridades, estúdio inteiro ficou passado com a cena.

E não é só Thalita que tem sofrido nas mãos de Paulo Henrique. As demais apresentadoras do DE, Janine Borba e Patrícia Costa, que tem lá seus motivos de descontentamento, se juntaram a colega e foram protestar no departamento de jornalismo do canal.

O problema é que o jornalista de 75 anos tem contrato a longo prazo por mais quatro anos, ao contrário das colegas em que a corda pode se partir do lado mais fraco. No fim da história, Amorim pediu desculpas públicas pela confusão e, tentando sair por cima, disse que a "reação das colegas foi desproporcional", informou o site "Notícias da TV".

Então... Por que diabos a Record ainda mantém contrato com um jornalista tão problemático? Pelo andar da carruagem, Paulo Henrique não teria vez em qualquer outra emissora, ressalto... emissora séria.

Além de ser conhecido por seu temperamento difícil, o jornalista é reprovado pelo grande público pelo histórico parcial e escancarado na política e processos na justiça. Sem contar que a audiência do "Domingo Espetacular" não para de cair.

O contratado da Record é assumidamente PTista e através de seu blog, ataca adversários, políticos e emissoras de TV, principalmente a Globo. A ficha do jornalista é cheia de processos judiciais. Dentre os vários, já levou processo de Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo e do jornalista global Heraldo Pereira, que também partiu para justiça contra PHA após sofrer atos de discriminação racial. Vale lembrar que, por essas e outras, Paulo Henrique por pouco já não foi parar na prisão.

No "Domingo Espetacular", o âncora não tem grande relevância. Se resume a apresentar um quadro idiota sobre bichinhos curiosos e um zoo inteiro. Há tempos não contribui nem enriquece o jornalismo do canal. Como já mencionado, a audiência da atração anda em queda. Foi-se o tempo que o DE marcava entre 14 a 16 pontos. Hoje não passa de 8 e 9 pontos na Grande São Paulo.

Sob a ótica de fatos tão negativos, irrelevância e descrédito beirando um fim de carreira, em outra emissora de TV Paulo Henrique já deveria estar na geladeira em estado criogênico ou não ter seu contrato renovado, restando viver de conversa (a)fiada. Mas na Record ele perdura sem motivos aparentes de mantê-lo na casa.

Vale lembrar que por onde passa, o jornalista sai falando mal, o que por um lado não deixa de ser vantajoso para os bispos. Aconteceu com a Band e Globo. Amorim tem o hábito de "denunciar" todos os "podres" que já "viu" por onde trabalhou. Portanto, estaria a Record, já queimada, com rabo preso e com medo de cutucar a fera?

Salvo engano, Paulo Henrique deve saber muito de fatos valiosos que rolam nos bastidores da Barra Funda, da Igreja Universal do Reino de Deus e do Partido Republicano Brasileiro, propriedades do império de seu patrão, Edir Macedo. O jeito, então, é conter a bomba.

Tecnologia do Blogger.