Sofrendo com perda de identidade, o que resta no "Pânico" são as Gagas

Silvio e as Gagas na edição do último domingo (09)
O programa radiofônico "Pânico" já foi sinônimo de novidade e pura diversão quando estreou na RedeTV! em 2003, onde permaneceu até 2011. Migrando para a Band, a trupe de Emílio Surita vem sofrendo com queda de audiência, troca-troca e saída de integrantes, como Panicats e humoristas de peso e mudança de direção. Mas, o pior de tudo, do que a perda da formação original dos integrantes, é a perda de identidade.

A atual fase do "Pânico na Band" pouco lembra os tempos de ouro da versão "Pânico na TV". Lutando contra o desgaste e concorrência, o programa não cansa de apelar para a baixaria, bizarrices e até violência para chamar atenção dos telespectadores e polemizar nas noites de domingo. Deboche e escracho inteligentes, marcas que consagraram o humorístico, só não sumiram graças a participação da dupla Solange e Cremilda, mais conhecidas como as Gagas de Ilhéus.

As irmãs carregam a graça da atração nas costas e por merecimento deveriam embolsar um alto salário. Contando com ótimo trabalho de edição e ao lado do humorista Carlinhos, que retornou ao programa após passagem na Record TV, as Gagas agora protagonizam o quadro "As Desempregagas". É o único momento do programa que o telespectador pode esperar morrer de rir.

O sucesso das baianas neste e nos antigos quadros é tão grande que a procura pelas duas em determinada plataforma de vídeo na web ultrapassa milhões de visualizações. Se com as Gagas a diversão do "Pânico" respira com a ajuda de aparelhos, sem elas é morte na certa.

Tecnologia do Blogger.