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De cara nova e podre de chique, "Jornal Nacional" ainda não quebrou o gesso

segunda-feira, 19 de junho de 2017
Bonner e Renata Vasconcelos
Depois de muito suspense, o público pôde conhecer, nesta segunda-feira (19), o novo estúdio e redação do "Jornal Nacional", da Globo.

O telejornal agora passa a ser transmitido no centro do recém-inaugurado prédio da Redação de Jornalismo da Globo no Rio de Janeiro. O cenário foi montado dentro de um espaço totalmente novo, que reúne jornalistas de TV e da internet. A redação é composta pelas equipes da Editoria Rio, G1 Rio, "Bom Dia Brasil", além do "Jornal Nacional".

Visualmente e em termos de estrutura física, o telejornal está podre de chique, um luxo e com aspecto bem futurista e moderno, tipo visual de cinema, como "Star Trek", "Minority Report" e "Tron".

Fato: a Globo quando quer gastar... gasta com gosto. Por exemplo: atrás da bancada dos apresentadores Bonner e Renata Vasconcelos há um vidro de 15 metros em curva, desenvolvido exclusivamente para o cenário do JN, que dá uma perfeita visão da redação em funcionamento. O vidro é revestido por uma película que escurece, sincronizada a nove projetores a laser para permitir imagens de excelente qualidade.

No fundo da redação, uma tela de LED retrátil – com 16 metros de largura, três de altura e cerca de três toneladas – dá um efeito 3D os recursos gráficos do estúdio. As artes projetadas podem ser vistas de diferentes perspectivas, segundo o movimento das câmeras. Dizer mais o quê, né?!

Fato 2: Record TV morta de inveja.

A tradicional e icônica trilha da vinheta ganhou uma nova leitura, principalmente na abertura. Sinceramente? Bem cafona., perdeu aquele impacto de "Meu Deus, já começou o "Jornal Nacional!!!". Somente após os breaks é que a vinheta lembra a original. 

O bloco do tempo, com a promovida Maria Júlia Coutinho, vulgo Maju, continua no mesmo, através de telão, direto de São Paulo e interação com um dos apresentadores. O mesmo ocorre com a entrada ao vivo de outros repórteres, assim como no formato anterior. 

Fora o belo visual, estúdio e redação, o que mudou no "Jornal Nacional? Nadica de nada. Para a decepção dos telespectadores, as mudanças só atingiram o físico, o espírito do JN continua no mesmo gesso menos engessado de sempre. Ao que parece, a Globo tem receio de largar a velha identidade e tornar o telejornal de maior audiência do país num produto informal, conversante, mais interativo e com opiniões mais explícitas de sua linha editoral, dos âncoras e comentaristas no ramo de política e economia. Falando neles... Cadê os comentaristas? Com tantos lá na GloboNews, custa pegar dois ou três emprestados?

Mas...

Está provado que o "Jornal Nacional", desde 1969 no ar e em ótima fase, ainda mostra força em audiência e granjeia credibilidade rente o público e mercado. Melhores profissionais e melhor estrutura, não tem pra ninguém... só falta ter vida própria. Quem sabe um dia chega lá.



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