Toscas, sequências de batalha em "A Terra Prometida" provocam risos

Por: Luan Costa e Silva, 03/01/2017, 22h00
Como alguém ainda tem coragem de comparar positivamente "A Terra Prometida" com "Game of Thrones", premiada série da HBO? O fato de ambas produções serem de época e focaram na disputa de reinos e tribos, não justifica colocá-las na mesma balança nem por brincadeira.

Não precisa ser cinéfilo ou especialista para perceber o tamanho da disparidade, porcaria e baixa qualidade que é a produção da RecordTV. Não se trata apenas do formato, origem e custo. "A Terra Prometida", assim como todo o nicho bíblico da emissora, é tenebroso e chinfrim. Nem para copiar ou lembrar GOT, a novela dos bispos serve.

Não basta o festival de tramas paralelas incabíveis, atuações duvidosas e produção postiça, as sequências de batalhas, ponto alto e baixo de toda novela, são toscas. No capítulo desta terça-feira (03), mais uma vez, os hebreus partiram para a conquista da terra da promessa, desta vez, contra o reino de Ai.

Aí que horror!

As cenas são repletas de erros de continuidade, desrespeitoso é quando repetem as mesmas imagens segundos ou minutos depois. Do alto, com defeitos especiais, 5 milhões de soldados, de baixo, um punhado de 50. As lutas coreografadas são nada perto de que já vimos em "Power Rangers". Soldados inimigos brincam de bater espadas. Gritam, correm como baratas tontas, todos sem rumos. Espadas, às vezes de madeira, lambuzadas de sangue tentam dar um grau de realismo, sem sucesso.

Diálogos clichês: "Vamos partir pra cima desse exército", brada o líder Josué; "Vamos acabar com esses hebreus de uma vez por todas", grita o vilão Yussuf.  Slow motion excessivo e irritante, chroma key mais vagabundo do que aquele usado em finais de novelas da Globo.

Um lixo que provoca risos ou constrangimento.

A RecordTV e CasaBlanca querem nos fazer acreditar de que se aperfeiçoaram no gênero, mas, a cada produção, a sensação é de que se trata da primeira.

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