"Escolinha do Professor Raimundo" necessita de claque para fazer telespectador rir

Por: Luan Costa e Silva, 01/01/2017, 14h11
Bruno Mazzeo revive Professor Raimundo, personagem de seu pai, Chico Anysio
O revival "Escolinha do Professor do Raimundo", parceria entre o canal fechado Viva e Globo, além de nostálgico é também irritante e já passou da hora de acabar.

Irritante por que o humorístico faz uso exagerado da trilha de risadas, ou claque. Basta o personagem soltar uma besteira, por mais sem graça que seja, e as gargalhadas enlatadas disparam sem nenhum critério. Quando o texto é nitidamente cacete, até o elenco não consegue rir ou, pelo menos, finge.

Há quem prefira humorístico com a trilha de risadas. No entanto, humorístico que se preze não necessita deste antigo recurso para estimular o riso do telespectador. Sinal que o humor da "Escolinha" não cumpre sua função. Apesar do trabalho esforçado do elenco, a novidade já passou. O nível dos episódios se iguala ao "A Praça é Nossa" e antigo "Zorra Total". Enfim, está muito ruim.

Claro que o projeto serviu com uma grande homenagem à Chico Anysio e diversos nomes do humor nacional que passaram pelo lendário humorístico da Globo. Mas, já deu, né?!

A primeira temporada teve apenas 7 episódios. Empolgados com o sucesso, encomendaram mais 15 para a segunda. A diretora Cininha de Paula já confirmou a produção da terceira temporada para 2017. Reflexo do desgaste e qualidade, a audiência já não é mais a mesma. De 14 pontos no Ibope em 2015, caiu para 12 em 2016. 

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