"A Lei do Amor": de novelão clássico para nova bomba das 21h

Cláudia Abreu e Reynaldo Gianecchini 


Por: Luan Costa e Silva, 02/01/2017, 11h29
Escrita por Maria Adelaide Amaral e Vincenti Villari, "A Lei do Amor" teve um começo promissor, digna de novelão clássico, recheada de clichês.

A fórmula era simples e agradava: mocinha muito pobre que se apaixona pelo cara rico e muda de vida, a madrasta que arma um plano para separar o enteado da namorada, o pai que paga o vilão para se casar com a filha...

Com um prólogo cansativo e conforme planejado para a segunda fase, foram inseridos tema político e policial. Foi aí que tudo desandou. A audiência não correspondeu como esperado.

Após três meses, a novela ainda não emplacou para desespero da Globo. Mesmo garantindo a liderança isolada, a produção amarga 25.6 pontos no Ibope da Grande São Paulo, número muito baixo para a faixa das 21h.

Com baixa audiência, movimentou-se também os autores Silvio de Abreu e Ricardo Linhares. Uma força tarefa é montada para salvar o folhetim do iminente fracasso e maldição de "Babilônia". Corta daqui, corta dali.

E o que se tornou "A Lei do Amor, novela com título que não faz jus a história que tem? Uma bomba! De um amor impossível, a trama agora é policial; são tantos personagens e tantas tramas paralelas que quem assiste fica perdido e alguns personagens mudam de personalidade assim como mudam de roupa.

Portanto, qual o problema da Globo em aderir a velha fórmula de fazer novela na faixa das 21h? Dava tão certo. Inventar, chocar e provocar só funciona lá pelas 23h. A título de exemplo, considere o fenômeno "Eta Mundo Bom!", um clássico que, em sua exibição, ressuscitou uma faixa quase morta. Brasileiro adora novela. Cabe dar o que o público quer, aquele tradicional feijão com arroz, ingredientes que tiraram de "A Lei do Amor".
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