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"Vai Que Cola" daria certo se fosse exibido na TV aberta?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Ferdinando (Marcus Majella) e Valdomiro (Paulo Gustavo)
Por: Luan Costa e Silva, 15/12/2016, 23h36
Sucesso na TV fechada e com uma nova leva de episódios já confirmada para 2017, o "Vai Que Cola" completou a exibição de sua quarta temporada no Multishow.

O sitcom, encabeçado pelo humorista Paulo Gustavo, é responsável por recordes de audiência no canal da Globosat, pertencente ao Grupo Globo.

Não é de hoje que o público do programa implora para que a Globo encontre um meio de exibir as temporadas em sua programação. Há quem diga que programa de TV fechada se encaixa somente para o público de TV fechada. Claro, no Multishow, a liberdade dos roteiristas é ampliada e a patrulha chata do politicamente correto não tem vez.

No entanto, se o "Vai Que Cola", do jeito que veio ao mundo, fosse criado ou exibido pela Globo, certamente sofreria bombardeios por parte de grupos e movimentos sociais.

A pegada humorística do programa, além de divertido, é ofensivo e escrachado. Paulo Gustavo, por exemplo, quando encarna o Valdomiro e outros personagens, não perde tempo em fazer piada com gordo, gay (ele mesmo é gay assumido) e pobre. Na TV aberta, o programa poderia sofrer severas críticas e boicotes. Além da agressividade no texto, a depender do horário, os episódios levariam inúmeros cortes devido a alta carga de palavrões.

Por outro lado, o formato da atração é super interessante. Com algumas ressalvas entre os novatos, o elenco original é afiadíssimo, principalmente no improviso. Um dos pontos altos da atração são os engraçadíssimos erros de gravações que são exibidos sem problemas na edição de cada episódio.

Apesar de bobas, as situações vividas pelas figuras da pensão de Dona Jô (Catarina Abdala) rendem boas gargalhadas. Personagens afetados, como o zelador, ou melhor, "conciérge" Ferdinando (Marcus Majella), Jéssica (Samantha Schmutz) e Terezinha (Cacau Protásio), sem muito esforço cairiam nas graças do público.

Enfrentando forte concorrência e dificuldades para emplacar uma nova atração humorística aos domingos após o "Fantástico", até que não seria má ideia experimentar o impacto do "Vai Que Cola" na programação da Globo. A emissora já exibiu especiais dos novos "Saí de Baixo" e "Escolinha", produzidos pelo canal Viva. Quem sabe a líder não abra mais uma exceção? Difícil, mas não impossível. Vai que cola?








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