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Silas Malafaia é alvo da PF em operação contra esquema de corrupção

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
Por: Redação, 16/12/2016, 11h45
Silas Malafaia
O apóstolo Paulo já alertava no livro bíblico de 1 Timóteo 6:9: "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição".

Alvo da Operação Timóteo, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (16), em 11 estados e no Distrito Federal, o pastor televangelista Silas Malafaia poderá aprender o valor das palavras de Paulo na prática.

Malafaia, que compra horários na RedeTV! e que vive pedindo dinheiro aos fiéis da Igreja Vitória em Cristo, alegando crise financeira, é alvo de mandado de condução coercitiva. A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é se Malafaia teria “emprestado” contas correntes da instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.

Os policiais fazem buscas e apreensões em 52 diferentes endereços relacionados com uma organização criminosa investigada por um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM – tem como destino os municípios).

A nota oficial da Polícia Federal faz referência a uma “liderança religiosa” que recebeu valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema se dividia em ao menos 4 grandes núcleos: o núcleo captador, formado por Marco Antonio Valadares Moreira, e a mulher dele, presos pela PF, realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema; o núcleo operacional, composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do Diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos; o núcleo político, formado por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia integrantes do esquema; e o núcleo colaborador, que se responsabilizava por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro.

Pastor nega
Malafaia afirmou nesta sexta que vai se apresentar à Polícia Federal que o investiga no âmbito da Operação Timóteo. Em seu Twitter, o religioso midiático afirmou que a ordem judicial é uma "tentativa de desmoralizá-lo na opinião pública" e que poderia ter sido "convidado a depor".

"Será que a Justiça não tem bom senso?", questionou ele. "Estou indignado". Malafaia disse estar em São Paulo e que foi acordado por uma ligação informando que os agentes da PF estavam na porta da sua casa, no Rio.

Repercussão
A condução coercitiva de Silas Malafaia na manhã desta sexta já é o assunto mais comentado no Twitter entre brasileiros. A reação dos tuiteiros, claro, não poderia ser outra. Mesmo liderando um gigantesco rebanho de fiéis, Malafaia coleciona desafetos dos mais diversos setores progressistas da sociedade.

Em tempo
A Operação Timóteo começou ainda em 2015, quando a então Controladoria-Geral da União enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do DNPM. Apenas esta autoridade pública pode ter recebido valores que ultrapassam os R$ 7 milhões.

Segundo nota da PF, além das buscas, os 300 policiais federais envolvidos na ação também cumprem, por determinação da Justiça Federal, 29 conduções coercitivas, 4 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, sequestro de 3 imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem alcançar R$ 70 milhões.

As ações da PF acontecem nas seguintes unidades da federação: BA, DF, GO, MT, MG, PA, PR, RJ, RS, SC, SE e TO.

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