Evitando se reinventar, "A Praça é Nossa" apela pra baixaria

Por: Luan Costa e Silva, 02/12/2016, 09h54
Carlos Alberto de Nóbrega nesta quinta (01)
Quando as piadas de um programa humorístico não funcionam mais, a saída é se reinventar ou apelar. Apelação tem sido o meio encontrado pelo "A Praça É Nossa", de Carlos Alberto de Nóbrega, para segurar o público. Boatos que "A Praça" é programa para família. Será? Tardio ele é, sem dúvidas.

Nesta quinta-feira (01) resolvi respirar um pouco de mofo do longevo e desgastado programa de humor do SBT e me surpreendi com o excesso de piadas de cunho sexual.

Dizem que depois de velho, o homem fica mais descarado, vide Silvio Santos e os "Velhinhos Se Divertem". Cazalbé tem ido pelo mesmo caminho. Se esbalda quando alguns de seus humoristas disparam baixarias. O veterano fica sem ar, doí a barriga e, às vezes, sem graça, ciente que a piada foi longe demais.

O mais desbocado e sem pudores é o Matheus Ceará. De cada 10 frases que o personagem dispara, 8 são baixarias. "Se contar a piada como deve ser, tiram o programa do ar", disse ele em sua última participação.

Numa delas, nem o "filho" aboiolado do Ceará escapou. Ao ver um pênis do tamanho da perna do Carlos Alberto e da cor de sua calça (preta), o menino pergunta para que serve "aquilo". "Serve para meter nas costas de menino com voz fina". Numa outra tirada, ao jogar na Mega Senha, Ceará conta que para fazer a combinação do jogo, lhe perguntaram qual o número de vezes ele tinha "dado o furico".

No quadro curto "Vai que Cola", sem a participação do apresentador, um taxista oferece o serviço à uma bela mulher, no pacote tinha 50 filmes pornôs e camisinha da melhor qualidade. Em seguida, ele a agarra por trás e faz gestos sexuais, espantando a cliente. Patrulha da internet não viu isso?

Margarida, ao ser questionada por Nóbrega, se mulher pode trabalhar como bombeira, responde que sim, pois mulher é quem consegue "segurar na mangueira e apagar o fogo".

Em quase todos os diálogos no banco da praça é comum ouvir termos relacionados a sexo e outras barbaridades. E não são poucos. Não é humor inteligente nem crítico, é baixo mesmo! Piadas de mau gosto, ofensivas e repletas de baixaria não é o que se espera de um programa "de idade e família" como o "A Praça é Nossa".
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