Record nega ajuda à repórter traumatizado após cárcere privado durante trabalho

Por: Redação, 24/11/2016, 17h36
Luiz Barbará
O repórter especial da Record Rio Grande do Sul, Luiz Barbará, conhecido por fazer matérias para o "Domingo Espetacular", está sem trabalhar com laudo psicológico por um mês por conta de um trauma que passou. 

O profissional foi vítima de cárcere privado durante uma investigação jornalística e, bomba!... a empresa negou-se a ajudá-lo depois do ocorrido.

Entenda o caso
Segundo o site NaTelinha, na última quinta-feira (17), Luiz, à mando da Record Rio Grande do Sul, foi investigar, na capital Porto Alegre, os casos de presos e condenados pela Justiça que, em vez de trabalhar durante o dia, farreiam.

Durante a investigação, Barbará e sua equipe foram trancados por cerca de uma hora pelo dono de uma fábrica. O repórter foi até o local para obter alguns esclarecimentos, mas acabaram sofrendo vários tipos de ameaças e constrangimentos. A equipe só saiu de lá com a chegada da Polícia Militar.

O repórter, junto com a Record, registrou um boletim de ocorrência. Em choque, Luiz Barbará ainda solicitou auxílio jurídico e proteção da emissora. No entanto, a Record do Rio Grande do Sul negou-se a prestar ajuda.

Ainda segundo a publicação, o canal alegou que não teria responsabilidade alguma, porque o crime foi cometido contra a pessoa, e não contra a empresa - mesmo que o repórter tenha ido com identificação da emissora, como canopla no microfone, carro adesivado e crachá.

Revoltado com o descaso do canal, Barbará estuda com seus advogados a rescisão de contrato. Até o sindicato de trabalhadores do Rio Grande do Sul pretendem se movimentar contra o canal.

Em tempo:

1. A matéria gravada pelo jornalista e equipe foi ao ar durante os programas jornalísticos "Balanço Geral RS" e "Rio Grande Record".

2. A Record RS ainda não se pronunciou sobre o caso.
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