Verdades sobre a campanha publicitária da cara lavada da Record

Por: Guilherme Diniz, 19/11/2016, 16h38
Gugu em campanha publicitária da Record TV
Marcado para o dia 24 de novembro, a Record lançará sua nova marca. Além de mudar o logo e revestir-se de uma nova identidade visual, a emissora de Edir Macedo será chamada de Record TV. Nome até bonitinho, para um canal tão ordinário e vagabundo.

Tudo será diferente e diversos contratados da casa gravaram anúncios, sempre com o tema "reinvenção".

O Detona TV, fazendo jus a missão de detonar o que tem de pior na TV brasileira, não perderá tempo e refrescará a memória do leitor sobre as falsidades da campanha publicitária que a Record promoverá.

O slogan, de número 48°, que já começou a ser divulgado é: "Reinventar é a nossa marca". Reinventar o quê, gente? Os bispos acham que mudar isso e aquilo é reinventar. Mudar de vez o DNA podre do canal, ninguém quer.

Na campanha publicitária, que apresentará ao público a nova cara lavada da Record TV, alguns anúncios serão feitos, tipo que a emissora, através de "Os Dez Mandamentos", "foi a primeira novela que virou filme e conquistou a maior bilheteria de todos os tempos do cinema nacional".

Pera! Virou filme, assim, ninguém tinha planejado nada. Foi pro cinema só por que os bispos cresceram o olho para o sucesso comercial que a novela trazia na época. Apenas picotaram a novela todinha e inventaram um finalzinho meia-boca só pra levar os fãs curiosos para as salas de exibição.

Sobre ser "a maior bilheteria de todos os tempos do cinema nacional", pode ter sido, mas, para refrescar a memória do leitor, nas igrejas Universal e coligadas, os bispos e pastores tentaram de tudo para transformar "Os Dez Mandamentos" num verdadeiro sucesso de bilheteria. Os caras de pau saíram por aí fazendo filantropia, arrecadando dízimo dos fiéis com desculpa de comprar ingresso para os mais pobres.

Antes da estreia, a Record, IURD e a distribuidora Paris Filmes se vangloriavam dos incríveis 3 milhões de ingresso na pré-venda. Um feito e tanto. Somente um fiel no Recife (PE), desembolsou R$ 220 mil para a compra de 22,7 mil ingressos. Sem contar das sessões esgotadas e quase vazias.

Até o ator Sérgio Marone, que milagrosamente fez sucesso na pele do Faraó, de "Os Dez Mandamentos", será usado na campanha de anúncios para a TV. Veja o que ele diz:

"Um dos grandes marcos da minha carreira foi quando a Record me deu a oportunidade de interpretar o faraó Ramsés. Eu precisei me reinventar pra conseguir transmitir a essência do personagem". Que essência? Até o Cigano Igor faria melhor. Marone foi super detonado pela crítica ao dar vida a um vilão caricato e canastrão.

E outra... agora Marone é cheio de oportunidade, né?! O moço, que sonha em ser apresentador, teve seus projetos negados pela emissora quanto labutou comandar um programa de auditório. Marone precisou apelar e ir para o Chile, tadinho. Boatos que ele está doidinho para assumir a vaga, deixada por Geraldo Luís, no programa que irá ao ar em 2017 durante a semana.

Gugu também dará o ar de sua graça em outra peça publicitária: "Durante muito tempo da minha vida, eu trabalhei fazendo programa aos domingos. Quando eu saí, e voltei para a Record, eu tive também que me reinventar", dirá. A verdade é que o Gugu continua o mesmo e até pior. Vale ressaltar que seu programa às quartas-feiras só vai bem por conta do tradicional futebol na Globo e fuga do público. Dia fácil, audiência de bandeja.

Tem mais sobre a ótima relação do Gugu x bispos...

Em 2013, apresentador deixou a emissora cerca de quatro anos antes do final de seu contrato (que só expiraria no final de 2017). A decisão pela rescisão foi tomada em comum acordo entre as partes. Como início dos pagamentos da rescisão, a Record transferiu a propriedade do helicóptero Águia Dourada para Gugu.

Pelo contrato assinado, a Record poderia ter de pagar mais de R$ 130 milhões de indenização ao apresentador, uma vez que foi ela quem, supostamente, teria descumprido algumas cláusulas, como, por exemplo, cortar verba de produção do "Programa do Gugu".

Naquele ano, Gugu Liberato vinha sendo pressionado dentro da emissora a dar melhores resultados no ibope e no faturamento do programa. Gugu também sofreu pressões de alas radicais da Igreja Universal, que não se conformavam com o salário de R$ 3 milhões mensais do apresentador. E ele ainda teve coragem de voltar para a Record. Se merecem.

Vejamos quem mais falará besteiras e mentiras nesta campanha ridícula.
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