Qual é a pior roda de fofocas da TV aberta?

Por: Luan Costa e Silva, 18/10/2016, 10h38

Quem não gosta de saber da vida alheia de famosos e ainda ver outros famosos falando mal deles? É a nova tendência da TV aberta brasileira. No embalo, um copiando o outro, as emissoras tem apostado na tradicional roda de fofocas, na qual alguns desocupados comentam a vidinha dos outros.

Na Record, Fabíola Reipert se tornou referência quando o assunto é atacar globais e artistas em evidência. Além de inventar notas, a cobra às vezes acerta na hora de atirar o veneno.

O problema é que o "Balanço Geral", programa que deveria ser jornalístico e prestar serviço, se tornou completamente dependente do quadro "Hora da Venenosa" e perdeu sua identidade original. O momento fofoca se popularizou tanto na Record que a marca do quadro se espalhou pelas afiliadas da emissora ao redor do país.

No SBT, Silvio Santos, de olho no sucesso alheio, também lançou sua roda de fofocas, o "Fofocando". Inicialmente, o programa comentava notas velhas de portais de notícias com o auxílio de uns três "Homens do Saco". Nem Leão Lobo e Mamma Bruschetta , conhecidas figuras fofoqueiras, conseguiam furos e credibilidade ao vespertino.

Para completar o quadro de apresentadores e fazer render a audiência, o SBT contratou Mara Maravilha, que desde sua chegada só piorou a imagem e audiência da atração. O "Fofocando" só ganhou relevância com a entrada do jornalista Léo Dias, ex-"TV Fama". No entanto, o programa continua sofrendo no Ibope.

Na RedeTV, o "A Tarde é Sua" sofreu uma tremenda reformulação e passou a investir ainda mais em falar da vida de famosos. Atualmente, o programa se resume a roda de fofocas e merchan.

A apresentadora Sônia Abrão se junta a outros jornalistas e convidados sem credibilidade para comentar e dar pitacos sobre TV e personalidades da mídia. Vez por outra aparece uma sensitiva e utilizam até uma mini-geladeira para criar polêmica. Veja pelo lado bom, pelo menos, o programa não gira só em torno de defunto.

Na TV Gazeta, sem Mamma Bruschetta, o quadro de fofocas do "Mulheres", apresentado pela simpática Cátia Fonseca, perdeu a notoriedade, se é que algum dia teve.





Se o telespectador assistir a todos esses programas, verá que praticamente as mesmas fofocas se repetem em todos eles. A diferença fica por conta de quem chama mais atenção, alcance da repercussão e tentativa de fazer render audiência. As quatro rodas de fofocas supracitadas são puro lixo televisivo, um pior que o outro e nada original.

E na opinião do leitor, qual destas é a pior roda de fofocas da TV aberta?


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