Record vai falir com tantos processos na Justiça

Por: Redação, 18/10/2016, 22h10

Não são somente os famosos da concorrência e artistas da música que ferram a Record na Justiça por causa de Fabíola Reipert. A emissora dos bispos também é alvo de processos judiciais movidos por atores que mantiveram contrato com a casa. Motivo? Direitos trabalhistas.

A seguir, alguns dos atuais processos que a rede de Edir Macedo tem encarado nos tribunais:

Íris Bruzzi. Atualmente, a atriz de 79 anos está num processo judicial contra a Record, exigindo direitos trabalhistas. Ela espera receber R$ 1, 5 milhão da emissora, na qual fez seis novelas.

Ela resolveu processar a rede porque relata ter sido obrigada a abrir uma empresa para trabalhar lá como pessoa jurídica. Por isso, ela pede para ser reconhecida como funcionária e receber todos os direitos trabalhistas previstos na CLT, como 13º salário e férias.

A atriz ganhou o processo em primeira instância, mas a Record entrou com um recurso. A nova decisão sai no próximo dia 25.

Leonardo Brício.  O ator está processando a emissora paulista por direitos trabalhistas. O artista alega ter trabalhado no canal de 26 de junho de 2014 a 2 de janeiro de 2016 de forma ininterrupta sem carteira assinada. No processo, Leonardo afirma que nunca tirou férias, apenas se afastou do trabalho por curtos períodos de, no máximo, duas semanas.

Na rescisão contratual, o galã diz que não recebeu o pagamento das férias acrescidas de um terço, FGTS, multa de 40% do FGTS, aviso prévio proporcional ao tempo de serviço e fornecimento das gulas para o seguro desemprego ou alguma indenização correspondente. 

Brício pede ainda as horas extras trabalhadas e diz que, em "Rei Davi", minissérie exibida em 2012, ficava no set por até 12 horas diárias, de segunda a sábado. Contudo, Leonardo também pretende que sejam pagas os direitos de imagem pela reexibição da trama.  

Paloma Duarte e Bruno Ferrari. O casal entrou na Justiça contra a Record, em que foram contratados entre 2006 e 2014. A ação que eles movem é trabalhista.

Além deles, André Segatti e Raquel Nunes também estão travando batalhas judiciais contra a emissora pelos mesmos direitos.

Vai que a moda pega? Desse jeito, a Record vai falir.

Veja mais:
1. No final de 2011, a atriz Tássia Camargo venceu uma batalha judicial contra Record. A ação movida pela atriz foi contra os direitos trabalhistas que não eram respeitados pela emissora paulista.

Quando contratada da emissora, foi exigido que fosse utilizada uma pessoa jurídica. Após fazer uma novela no canal e não receber seus direitos trabalhistas, a atriz entrou, em 2009, com um processo no Tribunal Regional do Trabalho.

2. Em dezembro de 2015, Dado Dolabella venceu o processo que movia contra a emissora, embolsando aproximadamente R$ 800 mil. O ator foi demitido da Record após ser acusado de agredir um produtor durante gravações da novela "Vitória", em Curaçao, no Caribe. Porém, um exame de corpo de delito inocentou o artista e a ação judicial, então, teve início.

A 51ª Vara do Trabalho do Rio reconheceu o vínculo empregatício de Dado com a empresa. O ator e cantor foi contratado da emissora entre 2010 e 2012, quando recebia salário de R$ 18 mil.

3. Em fevereiro deste ano, o ator Cecil Thiré venceu uma ação trabalhista contra a Record. A juíza Jacqueline Lippi Rodrigues Moura, da 65ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, determinou o valor da causa em 1,2 milhão de reais.

Em vez de contratar o ator formalmente como determina a lei trabalhista, a emissora fez um acordo como pessoa jurídica. A Justiça reconheceu a prática como fraudulenta e uma forma de maquiar uma verdadeira relação de emprego. Thiré trabalhou na Record entre dezembro de 2005 e agosto de 2014, quando foi demitido.

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