TVs atacaram Ibope e esqueceram da realidade

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Por: Guilherme Diniz, 10/10/2016, 10h16
O instituto Kantar Ibope sempre foi alvo de ataques das emissoras de TV, sob a acusação de beneficiar a Globo e nunca mostrar a realidade nos números de medição de audiência. Nas últimas cinco décadas, só o Ibope mediu a audiência das TVs brasileiras, ao ponto de virar verbete de dicionário.

Teimosas e cansadas de sofrer, as concorrentes da líder também contrataram o GfK, instituto alemão que faz o mesmo trabalho do Ibope e que diz ter qualidade superior. Desde 2015, Rede TV!, SBT e Record desembolsaram cerca de R$ 400 milhões de investimento para ter uma outra opção em audiência.

Depois de tanta demora, o GfK começou a operar no Brasil e, a partir 1° de julho, as emissoras estão recebendo os relatórios da empresa. Porém, as emissoras não querem divulgar os dados. Segundo o jornalista Flávio Ricco, a própria GfK confirma que a decisão de divulgar ou não os seus resultados cabe unicamente aos seus assinantes, no caso as TVs.

As concorrentes da Globo quebraram a cara, não é a toa que até agora elas estão divulgando somente os dados do Ibope. Deve que a surra por lá é menor que no GfK.

Ainda de acordo com Ricco, os números de audiência coletados pelo GfK que envolve o SBT e Record, por exemplo, não apresentam grandes surpresas. Detalhe, os números da Globo é que são muito bons.

Ao que tudo indica, os clientes da concorrente do Ibope não vão divulgar tão cedo seus dados, provando assim que aquela desconfiança de sempre era dor de cotovelo e pura intriga da oposição.

Vamos combinar e ser imparciais, é só passar o olho e examinar a programação de todas as TVs do sistema aberto e ficará claro qual delas merece estar onde está no ranking do Ibope e GfK.

Ao longo desses anos, em vez de se preocuparam em melhorar a qualidade de seus produtos, perderam tempo almejando uma audiência utópica que sempre passou longe da realidade.

Em tempo:
Nos últimos dois anos, o Ibope aumentou para 6.060 os domicílios pesquisados, apenas 60 a mais do que a amostra da GfK nas 15 principais regiões metropolitanas do país.

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