Carregada de clichês, "A Lei do Amor" é folhetim clássico

Isabelle Drummond
Por: Luan Costa e Silva, 04/10/2016, 10h15
As diferenças são gritantes entre "Velho Chico" e a novata "A Lei do Amor", que estreou nesta segunda-feira (03) na tela da Globo.

A trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari vem carregada daquilo que o público realmente gosta, clichês. Casal de mocinhos, vilões, dramas, romance e barraco. Quem resiste?

"A Lei do Amor" é assumidamente folhetinesca. Nada inovador, apenas tem a cara de um verdadeiro novelão clássico. Uma novela feita para muitos, de texto e histórias fáceis. Um respiro aliviado para Globo e para o grande público, já que "Velho Chico" era novela para poucos.

A diretora Denise Saraceni é eficiente e experiente no encaixe do folhetim proposto pelos autores. O congelamento e gancho forte no final do capítulo mostram o que vem por aí.

Detalhe para a abertura da novela, embalada por “Trenzinho do Caipira”, na voz potente de Ney Matogrosso. Bela, mas com cara de comercial de cosmético. Sabe aquela fita vermelha? É referência a uma fábula chinesa que diz que almas gêmeas são ligadas por essa fita desde o nascimento.

Nesta estreia, o público foi logo envolvido pelo melodrama da primeira fase. Helô (Isabelle Drummond) é filha da doente Cândida (Denise Fraga) e de Jorge (Daniel Ribeiro), um alcoólatra que perde o emprego na empresa de Fausto (Tarcísio Meira) após faltar ao serviço. Na pior pindaíba e pobreza, ele decide assaltar a empresa de ex-chefe, rendendo uma funcionária com uma arma de brinquedo. O pai de Helô é preso e morre no xilindró. A mocinha, revoltada, acusa o empresário de ser responsável pelo assassinato do pai. Nesta confusão toda, ao mesmo tempo, ela se apaixona por Pedro (Chay Suede), filho de Fausto.

Isabelle Drummond tomou o capítulo de assalto. Vera Holtz vai render muito interpretando a vilã. Grata surpresa foi ver Denise Fraga de volta à dramaturgia. Chay Suede é competente no papel de mocinho, mas já está na hora de sair dessa vida e ser aproveitado numa novela inteira.

"A Lei do Amor" tem todos os ingredientes para prender o público noveleiro. Espera-se que depois da primeira fase, os autores não percam a mão e que a deixem simples como uma boa novela tem que ser.

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