“Programa do Porchat”, um fracasso anunciado?

Por: Márcio Andrade. 03/09/2016, 09h20


Bem, a começar pelo nome “criativo” do programa, eu não esperava muita coisa. Ademais, seria simplesmente mais um talk show na televisão brasileira e fora da Globo. Àqueles mesmos que, dificilmente, fazem jus ao gênero do programa, entrevistando um convidado mais irrelevante que o outro, com raríssimas exceções, alguns bons. Não deixam de ser um talk show, obviamente; entretanto, no quesito “qualidade”, eles deixam muito a desejar.

Digno de cavalo paraguaio, o “Programa do Porchat”, saiu na frente em sua estreia; todavia, com algumas edições depois, sua audiência começou a despencar. Novidade? Para mim, nenhuma. Não pelo fato dele estar na Record. Graças a Deus não tenho essa bobagem de achar que tudo que a emissora que eu gosto faz, presta e as outras não…! Eu torço, é para a competitividade. E esta, quanto maior melhor.

O programa dele é mais do mesmo. Não trouxe nada de novo. Monólogo, esquetes tipo “Porta dos Fundos”, outros quadros; e, claro, como fora supracitado, convidados sem relevância nenhuma; quando bons, são sempre os mesmos, que não têm nada mais interessante para contar. No caso do Porchat, é a mania de certos diretores de acharem que plataforma segmentada transfere audiência para plataforma pulverizada. Isto, só acontece de forma oposta. A pulverizada transfere audiência para a segmentada. A princípio, esta não tem concorrente direta; portanto, inclusive, você pode se programar para a hora e dia os quais quer assistir o conteúdo.

Enfim… Parece que falarmos das burradas da TV brasileira, é chover no molhado, enxugar gelo… Não vai mudar nada. A não ser que contratemos profissionais competentes. Apesar que, até para contratarmos profissionais competentes, temos que ter… profissionais competentes. Assim não sendo, torna-se um círculo de incompetência, ou, como diria a Chiquinha, “um círculo vicioso”.

Estou sentindo cheiro de “déjà vu”, não é, Xuxa?!

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