Autores da Record tem que rezar pela cartilha dos bispos

Por: Guiga Bates, 12/09/2016, 13h41
Carlos Lombardi/Cristianne Fridman
Trabalhar na Record não deve ser nada agradável. Ou reza pela cartilha dos bispos ou está fora. Se não é pela bufunfa entrando todo mês na conta e necessidades à parte, a emissora seria a última opção dos profissionais e artistas de TV.

Temerosa de sofrer um possível fracasso de audiência com tramas contemporâneas, a emissora controlada pelos bispos fixou que só produzirá novelas bíblicas e de época até seu público dizer chega, tal como o SBT que encarnou em novelas infantis.

Diante desta limitação imposta, os autores contratados do canal não encontram outra saída: escrever novela do gênero que a emissora exige.

Carlos Lombardi, ex-global e atualmente na Record, já avisou que não escreverá novelas bíblicas, ao admitir não ter cacife para tal nicho. É o que informa a coluna do jornalista Flávio Ricco. No entanto, o autor se vê obrigado a tentar uma sinopse de época para substituir "Belaventura" (também de época), em 2017 e para atender as exigências da parceria Record-Casablanca na faixa das 19h.

De volta a Record, Cristianne Fridman, idealizadora de tramas contemporâneas inéditas e consideradas criativas, como "Chamas da Vida" e "Vidas em Jogo", em vez de autora principal, agora é colaboradora em "O Rico e o Lázaro", que substituirá "A Terra Prometida". Diz ela que não se incomoda por ter que trabalhar numa novela bíblica.

É fato: autores de novelas querem mesmo é escrever para a emissora carioca. Infelizmente, o estoque e fila de espera lá nos Estúdios Globo não possibilitam comportar e contratar todo mundo. O que resta? Se submeter à Record.

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