Sinal de audiência, programa de fofoca é tendência na TV aberta

Por: Guiga Bates, 03/08/2016, 16h45

Em meio a febre dos realitys culinários, a TV brasileira também aposta num outro gênero, o programa de fofocas.  Atualmente, algumas das principais emissoras da TV aberta mantém um espaço na programação para falar da vida alheia de famosos e novelas. É tendência.

O mais bem sucedido é o quadro "Hora da Venenosa", do "Balanço Geral", na Record. O momento de Fabíola Reipert deu tão certo que derruba o "Vídeo Show". Sempre ameaçado e humilhado, o vespertino da Globo não perde tempo e, discretamente, também fala da vida dos outros.

Indo pelo embalo e entrando na briga contra a Globo e Record, o SBT lançou esta semana mais um genérico, o "Fofocando". De longe é o mais fraco e ruim. Contudo, sou obrigado a reconhecer que já nesta terceira edição, a aposta de Silvio Santos começou a ganhar forma e esboça grande diferença em comparação a vergonhosa estreia.

Visto que o "Fofocando" não teve tempo de preparo, é evidente que os ajustes e novidades estão sendo feitos a cada edição.

Curtas matérias começaram a ser exibidas na atração, sinal que o jornalismo está trabalhando. O conteúdo está mais evidente. Assim, os apresentadores, menos engessados, agora se concentram em comentar as fofocas, em vez de simplesmente anunciá-las superficialmente.

Se Leão Lobo, Mamma Bruschetta e o Homem do Saco acharem o ponto certo da naturalidade e interatividade entre si e com o público, o programa poderá ir longe. Leão Lobo, enfim, começou a botar suas garras pra fora. Nesta quarta-feira (03), o fofoqueiro já mandou recadinhos polêmicos e se comportou como na época do extinto de "Olho nas Estrelas", da Band. O rapaz do saco, meio atrapalhado, ganhando mais espaço tem tudo para crescer. Mamma é aquilo de sempre.

Longe do confronto acima, o "A Tarde é Sua", na RedeTV!, foi totalmente reformulado. É o escape para quem quer fugir do festival de novelas no horário vespertino. Fora os merchans, o programa dedica todo o seu tempo a uma roda de fofocas. Comparando com o formato anterior, a atração de Sônia Abrão é outra coisa. Para os padrões, os resultados no Ibope são satisfatórios.

Outras emissoras nanicas também mantém espaços para falar da vida alheia, como o "Tudo Posso", da Rede Família e o "Mulheres", da TV Gazeta.

É claro que, além de mesmices e futilidades, os programas de fofocas rendem boa audiência. No fim, o público adora e as emissoras pouco se importam se está tudo igual.

Em tempo:

 Após o SBT tentar despistar a real identidade do Homem no Saco na edição de ontem, o produtor Gabriel Cartolano evidentemente retornou a bancada do "Fofocando" nesta quarta.

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