"A Terra Prometida" recicla Mar Vermelho e não surpreende

Por: Guiga Bates, 22/08/2016, 22h27
Cena do capítulo desta terça (22) de "A Terra Prometida"
Assistir as novelas bíblicas da Record requer muita paciência, mas para acompanhar um capítulo especial é necessário muitas orações para controlar o nível de estresse do telespectador que detesta enrolação. É o meu caso.

Nesta terça-feira (22), após os costumeiros e propositais adiamentos da emissora, "A Terra Prometida" enfim abriu o rio Jordão para a passagem do povo hebreu rumo ao seu destino.

Até que "Deus" (com voz de locutor) decida começar o grande clímax, o capítulo se arrasta com inúmeros discursos repletos de doutrinação e fé. É o mesmo que estar assistindo um culto evangélico sem gritaria. Incrível como a pregação ocorre por minuto. Cenas desnecessárias foram incluídas, como reconciliações e romantismo, às margens do rio. Faz parte.

Quase pegando no sono...

Glória a Deus! O "Divino" resolveu abrir o rio antes do capítulo terminar. E... Sabe aquela sensação de déjà vu? Pois é! O diretor Alexandre Avancini apenas reciclou a abertura do Mar Vermelho, praticamente tudo é parecido. Horrorosa a computação gráfica na sequência em que as águas começam a ser represadas. Covardia é mudar o foco para a cara dos hebreus poupando o público da pobreza do grande momento. Se os efeitos especiais de Hollywood não convenceram lá na saída do Egito, imagine agora sob os cuidados da Casablanca.

Tanto fogo para nada. Sem surpresas, sem um pingo de emoção e apenas aquele instrumental vagabundo em excesso forçando a barra, enchendo o saco e meus ouvidos. Somente os crentes e fãs da novela sentiram o poder do "Deus tremendo".

Vamos combinar... esse negócio de abrir as águas não é mais novidade, já deu. Sem impactar e chamar atenção do grande público, o capítulo só chegou a 17 pontos no Ibope. Pronto, Record! Já pode derrubar as muralhas de Jericó e acabar logo com isso. Não vai conseguir "parar o Brasil" de novo.

E outra...

Apesar de algumas boas impressões vistas logo no início de "A Terra Prometida", não tem jeito. A novela é ruim demais. Só Deus para ter misericórdia. O texto de Renato Modesto é idêntico ao de Vivian de Oliveira (Os Dez Mandamentos), um lixo. Direção nem se fala. O elenco beira o ridículo como se estivessem atuando num teatrinho de quinta.

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