"Zorra" tirou o sábado para zombar de religiões + Drops

Por: Guiga Bates, 17/07/2016
Esquete "A Igreja do Sétimo Tijolo"
A edição do "Zorra" deste sábado (16) estava impossível, no sentido positivo da palavra. Com ousadia e crítica na veia, o humorístico da Globo novamente tocou nas feridas da religião.

Numa das esquetes, uma empreiteira afundada em denúncias envolvendo lavagem de dinheiro, se disfarça de igreja evangélica para tentar se ver livre das investigações da polícia federal. Detalhe para o título da entidade religiosa: Igreja do Sétimo Tijolo. No fim, a personagem da chifruda, ops!, da Dani Calabresa dispara: "Igreja não tem crise. Não paga imposto. Igreja é o quê? É só lucro e alegria".

Na esquete "Preconceito", o "Zorra" satirizou o líder mundial da Igreja Católica Romana. A montagem mostrou o Papa defendendo a entrada de Dom Laércio, no Sacro Colégio Pontifício. Acontece que o novo cardeal era transsexual. Hilário quando partiram para analogia, em que um dos cardeais, contra as mudanças da igreja, assumiu, depois de velho, que mudou de time de futebol. Com tiradas atualizadíssimas, rendeu altas gargalhadas.

Como sempre, uma leva de internautas bocós, fingiram ou não entenderam o teor do texto e crítica, se revoltaram e ainda se referiam ao programa com "Zorra Total". Ainda estão mentalmente parados no antigo formato. Sinal de preguiça mental, né?

Logo após
Marco Luque definitivamente é a maior sensação do "Altas Horas", de Serginho Groisman. Nesta última edição, o humorista apareceu com o personagem Jackson Faive, tirando sarro até do convidado Thiago Lacerda, este, que por sinal, driblou apenas um rostinho bonito e ao longo da carreira, se firmou como um dos melhores atores da nova geração na TV, teatro e cinema. Flávia Alessandra e a banda Legião Urbana completaram a noite.

Nem pensar!
De acordo com a colunista Carla Bittencourt, alguns diretores da Globo observam que o formato do programa de Serginho Groisman está esgotado. Ou seja, o prazo de validade está próximo de chegar ao fim. Vai botar o que no lugar? O "Altas Horas" ainda é a melhor opção do sábado a noite na TV aberta. Que seja apenas boatos.

Com Willem Dafoe
Em homenagem ao diretor Hector Babenco, que faleceu no dia 13, a Globo exibiu após o "Altas Horas", na faixa "Supercine", o inédito na TV, "Meu amigo hindu", último filme do diretor. O longa retrata de maneira autobiográfica e fictícia os sentimentos reais de Babenco, que lutou contra um linfoma durante oito anos, mas nunca abandonou seu lado artístico e o amor pelo cinema. Quem não viu, vale a pena ver.

Zapeando...
Muito difícil definir qual dos concorrentes é o pior. "Sabadão" ou "Legendários". A cada edição, os dois programas vão se afundando na merda. Vai ser ruim assim da casa da desgraça! 

Celso Portiolli levou ao ar aquele concurso "Assistente de palco por um dia". Segundo ele, o quadro tem como objetivo revelar novos talentos. Meu Deus! Perguntaram para uma delas: "Qual seu prato preferido?". "Leite", respondeu a garota. Deve tomar leite de burra. Maldade fazer perguntas para as candidatas. Capaz de queimar os dois únicos neurônios.

No programa do Mion, o tal do "Canjica Show" é uma derrota. Personalidades de vídeos populares da internet vão lá reproduzir suas artes. Olha a onda! Já vimos isso em algum lugar? Tem mais! Começaram a exibir vídeos engraçados no meio desse quadro. Sabe o que é pior? Esse programinha cretino atingiu até a liderança no Ibope. 

Mais cedo
O "Programa Raul Gil" estreou seu novo cenário e reativou os calouros musicais. Por mais de 1h20 o programa entediou as tardes do SBT com o "Quem sabe canta". Um verdadeiro pé no saco!

Gostosinho
Apesar da seca que sofre o SBT na programação aos sábados, o "Bake Off Brasil" é a salvação. Leve, divertido, bem produzido e cuidadosamente editado. Um alívio! O reality culinário mantém média geral de 8 pontos. Um sucesso na faixa.
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