Show de calouros do Raul mira em reality, mas passa longe

Por: Guiga Bates, 23/07/2016, 17h30
Jurados do "Quem Sabe Canta"
Neste sábado (23), tive a difícil missão de acompanhar um dos maiores porres da televisão brasileira por algumas horas. Como sabido, o "Programa Raul Gil", do SBT, mudou de aparência na telinha. Eu disse aparência, não o formato. 

A atração retornou com o quadro que consagrou o apresentador há trocentos anos, o famoso show de calouros, vulgo “Quem Sabe Canta”. Desta vez, como desculpa de inovação, a releitura mirou no estilo reality show musical.

Uma repórter foi escalada para entrevistar os cantores no backstage. O cenário está muito bem iluminado, com jogo de luzes. Um grande telão ao fundo por pouco lembra o "SuperStar", da Globo. A bancada de "técnicos" tem cinco estrelas, que a depender da aprovação do jurado, a luz acende.

Mirou, mas passou bem longe.

Primeiro, longe porque o show de calouros do Raul não tem um pingo de repercussão ou relevância. Foi-se o tempo. Hoje, quem se importa? Um desperdício levar bons cantores para uma plateia pobre e audiência pífia. Só vale pelo prêmio, que também não é la essas coisas, R$ 50 mil.

Antes logo, tentassem uma vaga nos maiores realitys da concorrência. Aliás, nem reality por aqui rende depois que acaba. O que importa é viver o momento e levar a bolada. Se grandes programas não conseguem emplacar os super-talentosos vencedores, acha que um mixuruco show de calouros conseguirá? 

Os jurados não empolgam. Mornos demais. Bonzinhos e delicados até quando o candidato merece uma patada pelas derrapadas. Dentre o time da bancada, estão Kiko (KLB) e Mauricio Mattar, péssimas referências na música. Imagine aí! O jurado nem carreira consolidada e voz tem, e ainda quer julgar a técnica vocal de um cantor que chega a ser ano-luz melhor que ele.

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