10 mandamentos que a Record não cumpriu na novela bíblica

Por: Vitor Nobre, 04/07/2016

Hoje (04) chega ao fim, enfim!, a segunda temporada da marcante novela da teledramaturgia da Record. O circo horroroso “Os Dez Mandamentos” se despede com vários feitos e conquistas. A produção, que se tornou esmalte, biju, bíblia, musical..., e só faltou filme pornô, abocanhou prêmios e se tornou o folhetim mais vendido em menos tempo da emissora dos bispos. Um milagre, né? Por que, vamos combinar, a novela é podre!

Contudo, como esse é o Detona TV, falar bem pra quê, né? Confira a seguir os 10 Mandamentos que a Record não fez questão de cumprir durante toda a saga da história de Moisés:

1. Não usarás extintor em 1513 antes de Cristo. Em um dos capítulos da primeira temporada, a equipe cometeu a gafe de deixar um extintor contracenar com os atores. Ninguém perdoou.

2. Não aparentarás ter a mesma idade da tua própria mãe. Bezalel (Igor Cosso) e Leila (Juliana Didone), que interpretaram mãe e filho, poderiam facilmente interpretar um casal em outra trama. Maior palhaçada! Se fôssemos alistar todos... Erros grotescos na escalação do elenco e distribuição de papéis.

3. Não fingirás ser mais velho usando barba, peruca e talco. Quem diria que uma passagem de tempo pudesse ser tão porca? A equipe da novela, que custa R$ 700 mil por capítulo, não se preocupou com maquiagem e caracterização de envelhecimento dos personagens vividos por atores tão jovens. Cômico!

4. Não deixarás o título da novela em segundo plano. A adaptadora Vivian de Oliveira (péssima) passou boa parte do tempo ignorando o título e tema central da novela. Na verdade, a primeira temporada deveria se chamar “As Pragas” ou qualquer outra coisa, menos “Os Dez Mandamentos”. As leis em si, foram abordadas somente em algumas poucas partes do folhetim, na segunda temporada, e superficialmente.

5. Não tentarás fazer o milagre da multiplicação. Investindo em uma nova temporada, a Record multiplicou a trama. Conclusão: a segunda parte de “Os Dez Mandamentos” não obteve os mesmos êxitos que a temporada anterior. Seria mais inteligente ter continuado a trama em novembro do ano passado ou, para não destruir tudo, tampouco deveria haver uma sequência no estilo "Os Mutantes".

6. Não engravidarás a trama por audiência. Quando os bispos viram os índices subirem na primeira parte, surtaram e logo encomendaram as barrigas. Cenas desnecessárias, flashbacks e novos capítulos melou boa parte da trama nas duas temporadas.

7. Não prometerás efeitos hollywoodianos. O diretor Alexandre Avancini e sua boca enorme fizeram questão de anunciar que a trama teria efeitos visuais melhores que filme de Hollywood. Resultado: era melhor ter assistido o filme do Pelé. Uma pobreza os efeitos especiais e trilha sonora. Os ambientes cenográficos também não convenceram.

8. Não encherás o saco do público. Por mais de um ano, a emissora abusou da paciência do público do canal com propaganda pesada em intervalos comerciais e programas da casa. Um verdadeiro inferno!

9. Não usarás bispos para comprar ingresso de filme. Com o lançamento do filme compactado, a Record quebrou recordes no cinema brasileiro. A façanha só foi possível por que certos bispos e pastores compraram lotes e mais lotes de sessões inteiras. Mas, passou vergonha. Várias salas ficaram quase vazias.

10. Não profanarás o livro sagrado. Nunca uma produção bíblica cagou tanto as Escrituras, que segundo a própria, tem inspiração divina. Vivian de Oliveira, crente por sinal, criou situações mirabolantes, absurdas em cima do texto original, e tudo isso com a aprovação daquela ala evangélica que nunca leu e nem respeita a Bíblia. E o texto da criatura? Medonho! Na segunda temporada, a adaptação mais parecia uma "Malhação bíblica", repleta de namoricos. Um pecado tanto besteirol.
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