Luciano Huck não tem necessidade de apelar para assistencialismo

Por: Guiga Bates, 30/07/2016, 16h01
Luciano Huck comandando um "Lar Doce Lar" 
Assistencialismo na TV só tem serventia por conta da forte da concorrência. Não é a toa que diversos programas abusam da mesma tática na tentativa de chamar sua atenção, afinal, a esmagadora maioria do público não resiste a uma bela história de superação e sofrimento alheio. É o jeito.

No caso do "Caldeirão do Huck", da Globo, tem necessidade do programa se deixar impregnar em glamourosamente "ajudar" pessoas, contar histórias e reformar casas? Não tem mesmo!

A concorrência no horário do Luciano é fraquíssima. Que trabalho ele tem com o Raul Gil defasado no SBT e enlatados na Record? O resto, nem se fala.

Além do mais, Luciano tem tudo nas mãos para oferecer verdadeiro entretenimento nas tardes de sábado. O cara é Global, possui a maior estrutura, tem em sua volta uma constelação de badalados artistas, nomes da música em evidência, Endemol para criar novos formatos...

Mas, ele prefere seguir a linha da emoção. Por exemplo, quantos anos tem o "Lar Doce Lar"? 10 anos! Fora os diversos quadros, os de sempre, que se reversam semanalmente.

Tão diferente do caminho escolhido por Márcio Garcia, que tem conseguido ser o diferencial com um formato divertido e sem apelo assistencialista. Detalhe: em pleno domingo, numa concorrência desgraçada.

Na edição deste sábado (30), o "Caldeirão" exibiu a final do concurso de novas atrizes, o "Oficina de Talentos", somente com garotas negras. Negócio chato da zorra! Ainda, Luciano mostrou um exemplo inspirador no "Boas Ações". Aff!

Faz tempo que não consigo assistir um "Caldeirão" inteiro. A mistura não tá legal.

Tecnologia do Blogger.