Igreja continua emperrando a Record

Por: Guiga Bates, 07/07/2016
Marcelo Silva, vice-presidente artístico da Record (Foto: Antonio Chahestian/Record)
Como sempre a Igreja Universal do Reino de Deus, propriedade de Edir Macedo, também dono da Record, emperra o avanço da emissora.

Segundo o jornalista Flávio Ricco, existe lá dentro a decisão de não fazer a Olimpíada de 2020, no Japão. Por causa de quê? Da IURD. Se resolver transmitir, os jogos irão ocupar toda a faixa "vendida" à igreja pela madrugada adentro. Outro motivo seria o risco de não obter retorno comercial à altura.

Pra que arriscar se o aluguel, digamos simbólico, para a igreja rende mais? A Record pensa assim.

Isso só confirma que a entidade religiosa continua sendo um dos maiores problemas da empresa. Até para disputar a preferência do público, atiçando e arriscando a competitividade televisiva, num evento esportivo tão importante, a emissora recua e prefere abrir mão por conta dos bispos.

E olhe que Marcelo Silva, vice-presidente artístico e de programação, parece fazer de tudo para botar a Record para frente com novos investimentos na grade. Mas, com essa covardia e subordinação ao dízimo, fica impossível o progresso.

Além disso, o pessoal de casa vive no automático quando o assunto é a imagem do canal agrilhoada a igreja.

Em tempo:

De esporte, além dos jogos do Rio, a Record só tem o Pan-Americano de 2019, que irá transmitir com exclusividade no sistema aberto. Será outro fiasco, como nos Jogos Olímpicos de Londres?
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