"Programa da Sabrina": Gravado é uma tragédia, e se fosse ao vivo?

Por: Guiga Bates, 04/06/2016
Sabrina numa externa sobre manobras radicais aéreas, neste sábado (04)
Neste sábado (04), com muita oração e perseverança, resolvi acompanhar o "Programa da Sabrina" na íntegra. Mentira! Não aguentei, fui até a metade. Deus do céu, que programa horroroso! Estava aqui matutando como seria se o programa fosse ao vivo. Sinistro!

A atração da japa é exibida pela Record em formato gravado. Se o produto final é ruim, tente visualizar o todo, a quantidade de cortes, repetitivos erros da apresentadora e as inúmeras tentativas de alcançar o ponto certo. O problema é que Sabrina nunca consegue alcançar o ponto.

A equipe de edição, sem pena e de forma grotesca, mete o tesoura na apresentadora expondo sua incompetência e desistência da direção em dar continuidade a diversos diálogos e momentos que rolam durante a gravação. O que se vê é um programa completamente picotado, salvam o que podem ou o que resta. O resultado é um "Programa da Sabrina" vazio e plastificado.

Nesta edição, o programa recebeu um artista internacional que toca vários tambores ao mesmo tempo. Na primeira tentativa de bater um papo com o convidado, Sabrina queria fazer graça com seu inglês embromation. Não rendeu, a direção do programa cortou o constrangimento. Do começo ao fim, enquanto o rapaz estava no palco, Sabrina repetia dezenas de vezes um "Beeeeen Waaalsh", nome do artista com ênfase.

Que pena dos convidados e plateia que precisam acompanhar as gravações. Alguns dos artistas não disfarçam a cara de tédio e cansaço, assim como acontece em outros programas da casa.

Gravado é uma tragédia, ao vivo seria um padecimento. Ainda bem que a Record, consciente da bomba, privou o público disso. Na verdade, os bispos da emissora nem tem consciência plena. Se tivessem ou prezassem pela qualidade e pelo tamanho incalculável da sujeira na programação, já teriam tirado a Sabrina do ar.

Mesmo assim, sabendo da bomba que insistem em manter, apenas por bom retorno financeiro, já estão mandando ela pra rua, onde se saí melhor. Somente neste sábado, Sabrina apareceu em duas externas, uma de aventura/cômica e outra de assistencialismo/drama. É o jeito. Lá no palco, nem o Diabo aguenta.

Visto que até hoje Sabrina não demonstrou a menor capacidade, enfiaram o humorista Rodrigo Capella como uma espécie de suporte. É ele quem segura ou estimula as falas da apresentadora.

Ela não fala, ela grita. Não explicaram para que serve um microfone? Diz coisa com coisa. O vocabulário é pobre, se resume a "é verdade" e "gente" e "no Programa da Sabrina". É um corpo lindo, carismático e popular que chama atenção. Na função de apresentadora é digna de pena, uma aberração. Se a própria não sente vergonha alheia, há quem sinta.

A vice-liderança consolidada do programa no Ibope é o reflexo da condição calamitosa do público e TV aberta. A que ponto chegamos! Que público fiel é esse? O "Programa da Sabrina" é o que pode explicar o baixíssimo nível cultural da maioria absoluta da população, que engole qualquer mixórdia. Ou é a falta de opção.

Em tempo:

1. O "talentoso" MC Biel foi o convidado musical da noite. No sábado (21/05), o garoto exibido tinha aparecido no Mion. Neste domingo (05), será pauta na Eliana.

2. Sabrina apresentou dois games na edição deste sábado. Um jogo de mímica (Mion também tem um parecido) e um outro chamado "Mão Boba" ("Pânico na Band" tem algo parecido no "Master Ré")

3. O programa agora investe em realizar sonhos de deficientes físicos ou quem tem alguma doença. Mês passado, Sabrina ajudou Letícia, uma menina com leucemia, a participar de um filme. Ontem (04), Paola, que perdeu uma perna, realizou o sonho de ser uma apresentadora.

"Beeeeen Waaalsh"
Victor Sarro e Chris Flores brincam de mímica
MC Biel é manipulado por Sabrina Sato no game "Mão Boba"
Paola perdeu uma perna num acidente. Recebeu ajuda da Sabrina para realizar sonho 
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