"Os Dez Mandamentos": Atriz que interpreta Rainha Elda anda iludida

Por: Guiga Bates, 10/05/2016
Francisca Queiroz (Elda) em cena como Leonado Vieira (Balaão)
A atriz Francisca Queiroz tá se achando a bala que matou Odete Roitman. Em entrevista ao Uol, a intérprete da Rainha Elda, da segunda temporada de "Os Dez Mandamentos", contou como é dar vida a vilã.

Cometeu o absurdo e disparate de dizer que para desenvolver sua personagem ela se inspira em Claire Underwood, vivida por Robin Wright na série "House of Cards". Ainda incluiu a série "Roma" numa equiparação ao Reino de Moabe que é retratado na ridícula novela "bíblica" fake da Record. Só faltou citar Cersei Lannister, de "Game of Thrones".

Tadinha, quem a iludiu? Se você tiver estômago para assistir nem que seja só um tiquinho de "Os Dez Mandamentos", dê uma olhada no desempenho de Francisca e juro que tomará nojo. Péssima, fraca e sofrível. Não tem expressão alguma. Tem uma só, de insossa. A atriz, como se estivesse num jogral, apenas repassa o texto quando acha que está atuando. Em cena, faz carinhas e fecha o zoinho. E pensa que está bafando. Pior que o Moisés de Guilherme Winter e o Faraó de Sérgio Marone. Vamos arredondar, não sei quem é pior nesta novela.

 A personagem criada às pressas pela adaptadora Vivian de Oliveira não é profunda nem interessante. É descartável, assim como a atuação da intérprete. Se inspirada Francisca trabalha desse jeito, imagina se não tivesse?

Em tempo:

1.
Há cerca de um mês, este modesto site apontou que a segunda temporada de "Os Dez Mandamentos" só girava em torno de azaração entre os personagens da novela. Muito namorico e romance.

Na última semana, o crítico do Uol, Maurício Stycer, disse que a novela da Record está virando uma "Malhação Bíblica" por não ter o que contar.

E realmente, "Os Dez Mandamentos" não tem nada a oferecer nesta segunda temporada. Está empacada no deserto neste enredo idiota. E o público da novela continua a reclamar do excesso de amores e paixões, mas a Record não quer nem saber. De um mês pra cá, tudo continua do mesmo jeito.

2. Empacada também é a audiência que não sobe. Estacionou nos 15 pontos do Ibope na Grande São Paulo.

3. A pobreza da produção é tão evidente que o acampamento dos hebreus se resume a um só cenário e um punhado de figurantes e atores. Se querem passar para o telespectador que ali tem milhões de hebreus, tá de brincadeira, né? Um faz de conta, assim como a construção do Tabernáculo e Reino de Moabe, reino que também só se passa no cubículo castelo do Rei Balaque. Tudo muito fake! 
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