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“Liberdade, Liberdade” é uma novela vazia

domingo, 29 de maio de 2016
Por: Júlio Henrique, 29/05/2016
Rubião (Mateus Solano) em cena no capítulo desta última sexta-feira (27)

Basicamente todo mundo que trabalha com TV ou gosta muito de novela, se pergunta o porquê da atual trama das onze não gerar repercussão, mesmo tendo uma audiência regular para a faixa. Muitos falam do horário tardio, diálogos rápidos e cenas curtas. O problema não é bem por aí.

“Verdades Secretas” tinha os mesmos problemas de "Liberdade", mas era envolvente, e além de tudo coerente. Todas as cenas fortes, em especial as de nudez, cumpriam um papel dentro do enredo e tinham uma ligação. Não eram gratuitas, ao contrário da trama de Mário Teixeira.

Sem uma história central empolgante e com núcleos paralelos picotados, as cenas de nudez soam como se fossem um chamariz para o público, o que de certa forma não deixa de ser. As sequências fortes também não entram no contexto de folhetim.

Outra fator que contribui para a pouca repercussão é a falta de um personagem que cative o público, que nos traga a vontade de torcer. Tirando a personagem Virgínia (mais pelos méritos de Lília Cabral do que pelos rumos da trama), cafetina de Vila Rica, nenhum outro personagem empolga.

A novela também não segue uma linha narrativa habitual de um folhetim. Os desdobramentos acontecem, são solucionados e logo esquecidos. Não desencadeiam novas dúvidas e problemas.

Apesar de muito elogiada pelo figurino, atores e direção, a trama não cumpre o papel de um folhetim. Quem assiste só de vez em quando, não sente falta e não procura saber do que acontece. "Liberdade, Liberdade" se revela apenas uma novela vazia.

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