Jornalismo da Record "serve" para alguma coisa

Quadro "Xerife do Consumidor" promete resolver problemas
do  povão
Por: Guiga Bates, 24/05/2016

O jornalismo da Record pode até ser um dos piores no quesito exploração da desgraça alheia, cansamos de falar isso aqui no Detona TV. No entanto, a emissora se tornou uma arma nas mãos da população carente, esquecida e sem voz.

Que outra emissora de TV daria tanto espaço para crimes e casos menores, garantindo exposição a nível nacional? A Record sai na frente. Seu jornalismo é popular ao extremo.

Algumas das reportagens exibidas no "Cidade Alerta" ou "Balanço Geral" são arranjadas pela própria população. Aconteceu alguma confusão, seja lá qual for, "Chama a Record!". A emissora, sem perder tempo, precisando preencher tanto jornalístico na grade, vai correndo pagar de aliada do menos favorecido.

Nesta segunda (23), passei o olho no policialesco de Marcelo Rezende e pude ver uma reportagem denunciando abusos contra moradores de um terreno invadido. Os envolvidos, as pessoas que teriam sido injustiçadas e maltratadas por policiais, estavam bem vestidas na hora de conceder a entrevista tempo depois do ocorrido. Certamente procuraram o jornalismo da Record. Em si, não foi a equipe de reportagem que denunciou a ação dos policiais, foram os próprios moradores da localidade que botaram o boca no mundo.

Para este povo, acionar o jornalismo da emissora seria a única forma de expor seus problemas à sociedade e poder público e exigir justiça ou alguma solução imediata, já que sozinhos nada conseguiriam e tampouco teriam voz e vez. Isso acontece bastante nos interesseiros quadros "Xerife do Consumidor" e "Patrulha do Consumidor", apresentado por políticos e veiculados em programas da Record.

Geralmente a solução ou paliativo ė certeiro. Pelo menos serviu. O problema é que a emissora perde a mão e exagera. Na maioria dos casos, o que era pra ser uma denúncia válida e utilidade pública, se torna um show dos horrores e deboche na boca dos repórteres e apresentadores dos programas jornalísticos da emissora. Nos telejornais locais, a esculhambação deve ser bem pior.
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