Eta sofrência! Quem sofre mais nas novelas globais?

Por: Luciana Oliveira Lima, 23/05/2016


Nas três principais novelas da Globo existem personagens extremamente sofredoras, que passam dias e dias sem dar um sorriso. É sofrência atrás de sofrência.

Na novela das 18h, a sofredora é Filomena (Débora Nascimento). A mensagem de "Eta Mundo Bom!" é que tudo de ruim que acontece na vida da gente é para depois melhorar, mas isso não se encaixa na vida de Filó.

Ao contrario de Maria e Candinho que sofreram muito e agora tem um refresco na vida com momentos de felicidade, Filó está numa maré de azar sem fim. Foi iludida e explorada por Ernesto, rejeitada por Candinho, e grávida, casou com um velho rico que veio a falecer. Não ganhou um centavo da herança do comendador, foi expulsa de casa pelos filhos do falecido e também posta para fora da casa de sua mãe Cunegundes, a Boca de Fogo. Agora trabalha de faxineira e esconde a gravidez do grande amor da sua vida. 

Dificilmente vê-se uma cena de Filomena sorrindo, é só chororô. Filó não consegue dar a volta por cima, é um rio de lágrimas todo dia. Dificilmente vê-se Filó feliz.

Na novela das 19h, "Totalmente Demais", quem vive a sofrer é a Lili (Viviane Pasmanter). Esta passou toda a novela com a cara amarrada sofrendo por Sofia. Nem mesmo com Rafael , Lili era capaz de ser uma mulher feliz. Todo capítulo estava amargurada. E agora, depois da morte da psicopata Sofia e a descoberta de sua gravidez, mesmo sendo o filho de Germano, o homem de sua vida, Lili é incapaz de sorrir, de ser feliz. Até reatando seu casamento e tendo a chance de recomeçar sua vida, Lili não consegue sorrir. É um baixo astral sem fim!

E por fim, a sofredora da novela das 21h, "Velho Chico, é Tereza (Camila Pitanga). Esta, coitada, foi obrigada a renunciar o amor de sua vida, e grávida de Santo, casou-se com o pau mandado Carlos Eduardo. De certa forma, aprendeu a gostar de Carlos Eduardo, mas nunca se esqueceu de Santo. 

Agora, a sofredora volta a Grotas para casa do obsoleto e autoritário Coronel Afrânio. Depois de quase 30 anos, Santo aparece a cavalo e coloca Tereza em sua garupa. A cena foi linda. Os dois começam a se beijar ardentemente no rio, mas Tereza recua por causa de seus fantasmas. Dias depois, Santo encontra seu amor na beira do rio, em cima de uma árvore. Agora vai! Tereza e Santo novamente se beijam ardentemente, Santo declara que não consegue ficar longe de Terê, ela também confessa sua saudade. Agora vai, agora vai ... não foi. Tereza foge dizendo que ha muita coisa entre os dois, corre para casa e chora. Chora para Doninha, para o Padre e para outras pessoas de sua confiança. Tereza não consegue se desvencilhar da sofrência.

Sera que alguém consegue gostar de personagens tão choronas e sofredoras, sem forças para lutar, que só sabem reclamar e derramar rios e rios de lágrimas? 
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