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A maracutaia da Record para produzir a minissérie

quinta-feira, 19 de maio de 2016
Por: Guiga Bates, 19/05/2016
Elenco da série "Mamonas Assassinas"
E o nome da emissora de Edir Macedo volta a se envolver em polêmica. O site Notícias da TV publicou uma matéria apontando uma suposta maracutaia da Record para produzir a minissérie da banda Mamonas Assassinas.

Segundo a publicação, para realizar a minissérie com dinheiro público, a Record e a Endemol Shine estão usando uma produtora testa de ferro.

Testa de ferro é o nome que se dá ao indivíduo que aparece como responsável por um determinado negócio ou firma, enquanto o verdadeiro líder se mantém no anonimato, controlando a empresa. O testa de ferro é aquele que é uma espécie de fachada, assume a liderança, mas não tem o poder.

Então...

O projeto orçado em R$ 4,6 milhões foi apresentado na Ancine (Agência Nacional do Cinema) pela OSS Produções Ltda - ME, microempresa que tem como endereço uma casa residencial no Butantã, zona oeste de São Paulo. Só que os documentos na Junta Comercial de São Paulo revelam que a OSS pertence ao marido de Juliana Algañaraz, uma das principais executivas da Endemol. Xii...

A Record, por ser uma emissora de TV, não pode usar recursos públicos para produzir programas. A minissérie será produzida pela Endemol Shine, que, por ser estrangeira, não pode entrar como sócia majoritária de projeto audiovisual bancado por dinheiro de incentivo fiscal. 

O que a Record e a Endemol fez?

Fizerem toda a documentação da minissérie como se a produção fosse da OSS, que atende aos requisitos legais de produtora independente brasileira e pode se candidatar a recursos de incentivos fiscais. As envolvidas ainda não se pronunciaram.

Mudando de assunto e ainda envolvendo a Record

Aprovada há uma semana pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a sociedade entre Silvio Santos, Edir Macedo e Amilcare Dallevo criada para negociar os sinais digitais de SBT, Record e RedeTV! com as operadoras de TV por assinatura já encontra barreiras para entrar no mercado da TV paga.

A Net acusou a sociedade de ser "ilegal" e de criar um "cartel". A operadora afirma que a empresa de Edir Macedo e Silvio Santos tem "a finalidade declarada de impor às operadoras de TV por assinatura a venda casada" de seus sinais e, "assim, aumentar artificialmente seu poder de barganha e seus preços". 

Segundo as operadoras, os preços dos pacotes aos assinantes poderão subir de R$ 5 a R$ 15 por mês por causa da cobrança dos sinais de SBT, Record e RedeTV!, que respondem por 17% de toda a audiência das operadoras de TV paga. "Em resumo, a operação permitirá que concorrentes se juntem para praticar preços abusivos", acusa a Net em ofício ao Cade.

Para a Net, o fato de o Cade ter aprovado a empresa "não tira seu caráter ilícito", pois "trata-se de um acordo entre concorrentes com efeitos idênticos ao de um cartel".

O próprio Cade rebateu a acusação da Net ao afirmar que a união de Record, SBT e RedeTV! não configura cartel porque não elimina os concorrentes nem suprime a rivalidade externa, pois não impede a entrada de novos players. 

As emissoras argumentam que a empresa permitirá reparar uma injustiça, que é o fato de a TV aberta ceder conteúdo gratuitamente para as operadoras de TV por assinatura, e que se fortalecerão para enfrentar o duopólio formado pela Net e Sky, que concentram quase todo o mercado. Lembram que a Globo já cobra das operadores para ceder seu sinal digital. 

Com informações do site Notícias da TV.

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