Seis imundices da TV brasileira - Parte 04

Por: Guiga Bates, 25/04/2016

Imundice é que não falta na TV aberta. Pior é que o brasileiro em sua grande maioria é responsável por tantas futilidades na telinha. As emissoras, se aproveitando do mau gosto, inundam a TV com programas baixo nível e carentes de qualidade.

O Detona TV novamente alistou mais seis imundices desnecessárias que atualmente só pioram a imagem da TV brasileira. Confira:

Cúmplices de Um Resgate. A pior novela no ar produzida pela TV Brasileira. Cansei de falar mal aqui no Detona TV. Não poderia deixar de alistá-la. Fraca, fraca, fraca. Barriga sem fim. Muita enrolação. Uma trama infantil mesclada a temas adultos. Uma salada pobre e podre. Junte o elenco infantil que é vergonhoso e mal preparado. Cantando, um horror. Até que o filho do Leonardo é uma exceção no canto.

Creio veementemente que o elenco adulto faz a novela por necessidade. Devem morrer de vergonha quando se olham na telinha naquela pagação de mico. A protagonista, é aquilo mesmo, com as mesmas caras de sempre, se achando a gostosa do pedaço, num promovido status de estrela do SBT.

Os Dez Mandamentos - Segunda Temporada. É outra que não se salva. Sem a mesma força da primeira temporada, ODM irrita e afasta seu público com um enredo sonolento baseado em romances. Tosca e lenta. A escassa qualidade vista lá no Egito, foi levada pelo Mar Vermelho.

Ninguém suporta mais a novela bíblica. A Record fez questão de causar alergia toda vez que ouvimos, vemos ou lemos algo a respeito da trama. Agora deu pra lançar produtos derivados. Nem repercussão voluntária tem. Só mesmo a Record para fazer o maior futuqueiro em torno da novela.

Direção, adaptadora e elenco, uma combinação medonha. O resultado é fake. Erros e incongruências perceptíveis. Uma blasfêmia ao livro sagrado. Bispos excomungados! Uma produção feita de última hora, impulsionada pela ganância e lambança dos mandatários da Record.

Caldeirão do Huck. Quem alcançou o início do Luciano Huck na Globo lá por volta de 2000 sabe como era gostoso acompanhar o Caldeirão. Muita música, quadros dinâmicos, jogos... era pura diversão. Mas o tempo passou e o Caldeirão encardiu na imundice assistencialista da TV brasileira. Luciano não precisa desta artimanha, pois a concorrência no sábado é fraca.

O Caldeirão se tornou uma espécie de "Hora do Faro" super produzida com o "Q" da Globo. Huck só pensa em contar boas histórias e emocionar seu público com longas matérias sobre gente que se supera na vida. Que depressão e sono! Para que serve aquele amplo e bonito estúdio se quase não aparece?

Curioso é que a fama de bom amigo do apresentador entra em contradição com algumas de suas atitudes expostas nas redes sociais. Agora, Luciano aposta num quadro em que recria cenários marcantes da vida de artistas famosos. Choro e melosidade é o que se vê nas tardes de sábado. Já não basta Seu Raul?

Sabadão com Celso Portiolli. Produzido como uma forma de entrar na guerra de audiência nas noites de sábado, agora visadas, e deixar Portiolli mais feliz depois que ele perdeu duas horas do "Domingo Legal" para os desenhos da Disney, o programa é pobre e baixo.

Se sustenta no horário tardio com mulheres voluptuosas milimetricamente vestidas, esbanja erotização e chupões em quadro de namoro. A família brasileira que não dorme cedo adora!

Hoje em Dia. Se você acorda lá pelas 9h ou 10h da matina e quer começar o seu dia bem, evite ver o matinal da Record. Não basta desde cedo o jornalismo pesado do canal, a revista eletrônica é estuprada por notícias repetitivas, desatualizadas e de teor violento sob o comando de César Filho. Acredite, até matéria sangrenta produzida para o "Cidade Alerta", o "Hoje em Dia" faz questão de exibir.

O resto é pura balela, afinal, é o jornalismo que garante a audiência do programa. Se dependesse da carismática Ana Hickmann, da inteligência da Ticiane Pinheiro e da experiência da Renata Alves, tudo estaria perdido. O mais decepcionante é o César Filho, mais duro que a Ana. Esse homem tem que ser mandado para um telejornal. Na verdade, o HED é um telejornal sem bancada.

Programa da Sabrina. Quem vê isso aí, deve ser um tarado pelas coxas da Sabrina ou não ter noção do que é ridículo. Gosto muito da pessoa dela, mas não tem como perdoá-la na função de apresentadora. A japa não tem envergadura, é refém de um roteiro, dura, sem interação espontânea, a dicção é tenebrosa... isso tudo depois de dois anos no comando do programa.

Sua atração é um retalho de tudo o que é feito na Record. Vídeos da internet, joguinhos para retardado, histórias de superação, auxílio de comediantes fracos e convidados requentados e azedos que batem ponto o ano todo nos programas da casa.

Nada sobre o nada é a definição exata do "Programa da Sabrina". A direção e edição do programa é péssima. Incrível é como conseguiu se consolidar na vice-liderança no horário. Resultado alcançado depois de muita oração e descarrego dos bispos.

Veja também: 
Seis imundices da TV Brasileira:
Parte 01  
Parte 02 
Parte 03
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