O que esperar de “Liberdade, liberdade”?

Por: Júlio Henrique, 05/04/2016
Andréia Horta

A próxima novela das 23h, “Liberdade, Liberdade”, que contará a história fictícia da filha do mártir da inconfidência, Joaquina (Andréa Horta), estreia dia 11 de abril.

Todos destacam o visual e produção do folhetim. Mas vamos falar a verdade, estética não segura uma novela, muito menos num horário ingrato como é o das 23h. Se o autor não apostar nos “nudes” e cenas polêmicas, a trama não será nenhum sucesso de audiência.

Numa coletiva, o diretor artístico Vinícius Coimbra e o autor Mario Teixeira convocaram equipe, elenco e imprensa para assistirem às primeiras imagens da novela. Pude assistir e vou listar minhas impressões:

No campo das atuações já dá para se ter uma ideia, do que vem por aí. Andréia Horta está robótica na pele da protagonista.

Mateus Solano ainda não se livrou do Félix de "Amor á Vida", do tom de voz aos trejeitos, tudo lembra a bicha má. 

Nathalia Dill precisa de aulas de prosódia, novamente o que ela fala é de difícil compreensão. A melhor atuação da trama com certeza será a de Lília Cabral que já brilha nas poucas cenas que vi. 

Sem falar em Caio Blat que me surpreendeu na pele de um gay enrustido. No mais, o elenco parece de uma novela da Record (vulgo Bruno Ferrari).

Apesar de me parecer ágil, a direção de Vinicius Coimbra, parece que não conversa muito bem com o texto de Mario Teixeira, que por sua vez, não combina com novela de época. O texto do autor é muito irregular, às vezes lembra um texto do Walcyr.

E aí? O que esperar de “Liberdade, liberdade”?
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