Melhor alternativa da segunda à noite, "A Liga" retorna com nova formação e mesma pegada

Por: Guiga Bates, 19/04/2016
Guga Noblat, Mariana Weickert, Thaíde e Maria Paula
Quando a Band quer, consegue nos presentear com uma excelente opção. Aliás, todas as grandes emissoras do país tem seu potencial, só precisam sair da zona de conforto, o chamado comodismo.

Depois de tantas baixas e problemas, "A Liga" retornou nesta segunda (18) em sua sexta temporada. No comando da atração, a novidade é Maria Paula e Guga Noblat, que se juntam aos veteranos Thaíde e Mariana Weickert nesta nova fase. Qualquer coisa menos Lobão.

A pegada do programa é puramente jornalística. É como diz sua sinopse, "para contar uma história sob a perspectiva de quem a vive só há um jeito, ir ao encontro dela. Comum seria não interferir e normal, nada sentir, não vivenciar. Mas não é isso que querem os apresentadores do programa. Eles tocam na realidade, olham de perto." 

Neste episódio de estreia, o time de apresentadores saltou na vida dos bilionários brasileiros. O destaque fica por conta de Maria Paula, não sei você, mas curto seu bom humor e simpatia. Guga Noblat, ex-CQC, se encaixa com uma luva na proposta do programa. 

Há quem diga que programas desse gênero é tudo igual. Nem tanto, "A Liga" não é tão convencional, se difere da concorrência e cumpre o que promete. Continuam a trazer uma abordagem diferenciada sobre determinada pauta. Bem produzido e editado e o melhor: não cansa e resulta em entretenimento, afinal é isso que o telespectador quer, se entreter. Particularmente considero a melhor alternativa no horário numa segunda-feira de Xuxa, baboseiras no SBT e enlatado na Globo.

Ao todo serão 11 episódios, que abordam temas diversos como o submundo das favelas em guerra, a vida nos fluxos do funk, o trabalho da Polícia Científica, book rosa, entre outros. Espera-se que, ao tocar nos temas mais profundos e fortes, tomem cuidado com os vícios jornalísticos tão comuns em outras programas do gênero.
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