Cinco vilãs azaradas e hilárias das novelas globais - Parte 02

Por: Júlio Henrique, 11/04/2016


Sem elas nada acontece numa novela. Se uma vilã não for lá incomodar a vida da mocinha, a trama não anda! Quando seus planos dão errado, quem ganha é o publico que se diverte quando vê “o feitiço virar contra o feiticeiro”. Desculpem garotas, mas nem todas nasceram para ser uma Odete Roitman, ou mesmo, uma Carminha!

Felix (Mateus Solano) – Amor à Vida (Walcyr Carrasco, 2013)


Todo mundo torcia para que a bicha má, Felix, se desce bem em cima da filha preferida do Dr. César (Antônio Fagundes), a mocinha chata e mimada, Pamonha Paloma (Paolla Oliveira). Com o tempo, suas falcatruas e maldades acabaram sendo descobertas. Pobre e vendendo hot dog, o público criou uma afeição pelo personagem que se tornou “a protagonista” da novela. Com o romance gay de Felix com Nico (Thiago Fragoso) o amor dos telespectadores aflorou mais ainda e o casal protagonista foi ofuscado por inteiro, e o vilão teve então seu “Final Feliz”.

Perpétua (Joana Fomm) – Tieta (Aguinaldo Silva, 1990)


Como é que se pode levar a sério uma vilã que guarda numa caixa o “aquilo” decepado do falecido marido? Toda de preto feito urubu do agreste, e sempre com um guarda-chuva a tiracolo, destilava vilanias e esbanjava (mau) humor, mas não acertava em nenhuma das tentativas carolas de atrapalhar a vida da exuberante e libertária irmã Tieta (Betty Faria). O grande acerto, no entanto, foi a atuação da Joana Fomm, que tornou seu personagem inesquecível.

Chayenne (Cláudia Abreu) - Cheias de Charme (Felipe Miguez e Izabel de Oliveira, 2012)


Chayzinha, Chay Chay, a nossa Chayene de “Cheias de Charme”, realmente merece o troféu de vilã azarada. A piauiense de Sobradinho, rainha do Techno Forró já teve milhares e multidões de fãs aos seus pés. Porém, começou a enfrentar uma má fase: não vendia disco, não fazia sucesso e os homens que viviam as seus pés não a queriam mais. É fato que Chay nunca foi um doce de pessoa e era difícil para qualquer um alimentar seu ego que era inversamente proporcional a estatura da cantora. Adorava escândalos e quando não os tinha, adorava produzir. Foi falso casamento, falsa briga... E por aí vai. Tentou reality show, tentou dueto... Mas nada trazia o sucesso de Chayene.

Com o surgimento das “Empreguetes”, mirou no trio como as culpadas pelo seu fracasso. Instalou até uma espiã só para mantê-la informada dos acontecimentos, como também sabotar e até provocar a separação das meninas. Mas tudo dava errado para Chay. Quem não se lembra do chá de ferra goela, capaz de desaparecer com toda voz e destinado as Empreguetes? Claro que Chayene o bebeu e ficou sem voz. O fato era que Chayene era uma vilã divertida. Ao lado de sua fiel Socorro, foram responsáveis por levar aos telespectadores momentos hilários na novela.

Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) - Senhora do Destino (Aguinaldo Silva, 2004)


Aguinaldo Silva, criador de Nazaré e Perpétua, entre outras, diz que suas vilãs são como o gato Tom do desenho “Tom & Jerry”. Segundo ele, elas sempre armam coisas incríveis, mas o tiro sempre sai pela culatra. Naza é o típico exemplo disso. No inicio, a personagem era soturna, densa, mas aos poucos foi ganhando novos contornos e se transformou em um dos maiores sucessos da carreira de Renata Sorrah. Realmente era delicioso ver a atrapalhada e prepotente Nazaré sempre dar com os burros na água.

Laurinha Figueiroa (Glória Menezes) – Rainha da Sucata (Sílvio de Abreu, 1990)


Uma vilã marcante, regra geral, é o que faz o motor da novela funcionar, que gira o dedinho na água até formar os tsunamis. Laurinha Figueiroa (Glória Menezes), um clássico, um ícone, orgulho da classe das vilãs há 24 anos, passou dois terços de “Rainha da Sucata” se dando mal, sendo pisada pela mocinha esperta Maria do Carmo (Regina Duarte) e rejeitada pelo amado enteado Edu (Tony Ramos), seu eterno e peludo objeto de desejo, enquanto via seu reinado no Jet set paulistano afundar num mar de dívidas.

Veja também:
Cinco vilãs azaradas e hilárias das novelas globais - Parte 01
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