Cinco mocinhos mais covardes das novelas globais - Parte 02

Por: Júlio Henrique, 02/04/2016


O mocinho, ou herói da trama, tem duas funções: apoiar a mocinha a superar um obstáculo ou ser o seu objeto de desejo. Certo? Errado! Muitas vezes eles próprios se encarregam de ser o principal antagonista de nossas heroínas. Afinal de contas, um homem que sempre duvida, abandona e engana a amada, não está muito interessado em ajudar, não é mesmo?

Confira a seguir uma lista de mais cinco mocinhos mais acovardados das telenovelas da Globo:

Marcos Assunção (Guilherme Fontes) – Mulheres de Areia (Ivani Ribeiro, 1993)

Em meio às gêmeas mais famosas da nossa teledramaturgia, Ruth e Raquel (Glória Pires), Marcos Assunção era enganado pela vilã Raquel desde o inicio de “Mulheres de Areia”, que, de vez em quando, fingia ser sua irmã Ruth, com quem ele realmente namorava. A trama dá uma maravilhosa reviravolta quando Ruth é dada como morta e esta se passa por Raquel e inicia seu calvário na casa dos Assunção.

Marcos se revela um mocinho covarde por não ter atitudes esperadas de um homem de fato, já que era confuso consigo mesmo, não se decidindo com quem queria ficar, afinal, Raquel sempre lasciva, o instigava, se opondo ao amor puro de Ruth.

Edu Figueiroa (Tony ramos) – Rainha da Sucata (Sílvio de Abreu,1990)

Um pusilânime que se casou com a heroína Maria do Carmo (Regina Duarte) por interesse financeiro. Na verdade, ele não deixava vir à tona o amor que sentia pela mulher por ter vergonha de seus modos nada requintados. Edu era um fraco e não percebia que a madrasta, Laurinha (Glória Menezes), sabotava o seu casamento e a sua vida, como já havia feito em momentos anteriores.

Projetista de automóveis de talento, Edu vê na união com a “Rainha da Sucata” a chance de pôr um modelo esportivo no mercado, em pleno plano Collor 1. O playboy não hesita, ainda, em trair a mulher nos negócios colocando o carro à venda em outra empresa. A negociata faz a derrocada financeira de Maria do Carmo e, mais tarde, o próprio Edu é traído pelo sócio. A união amorosa se efetiva quando Edu e a “rainha da sucata” unem suas expertises para aprumar a vida financeira.

Rodrigo Medeiros (Kadu Moliterno) – Anjo Mau (Maria Adelaide Amaral, 1997)

Não é nenhuma novidade uma novela com personagens femininos mais fortes do que masculinos. Nem mesmo quando isso vale para mocinho. Mas Rodrigo Medeiros era mais do que fraco, mas do que indeciso – ele era um perfeito idiota! E praticava a sua idiotice com requintes de crueldade, torturando a mocinha Nice (Glória Pires), pulando de uma namorada para a outra pra fazer pirraça (pra que pensar nos sentimentos dos outros, né?) e batendo pezinho toda vez que era contrariado. Se alguém se animar a fazer um levantamento, verá que Paula (Alessandra Negrini), a incansável vilã, não fez a babá-protagonista chorar nem a metade das lagrimas provocadas pelas idas, voltas e sadismos bizarros do mocinho quase coroa que tinha cabeça de criança mimada.

Bahuan (Márcio Garcia) – Caminho das Índias (Glória Perez, 2009)

Intocável na estrutura de castas da Índia ( “a poeira aos pés do deus Brahma”), o que causou humilhações na infância e fracassos na vida adulta, o suposto protagonista da trama – disputava (não com muita ênfase, verdade seja dita) o amor da mocinha Maya (Juliana Paes com Raj, Rodrigo Lombardi, que caiu nas graças do público). Insosso e pouco expressivo, Bahuan não decolou. “Foi um erro. No final, até eu já estava torcendo pelo Raj”, declarou o ator à época.

Lucas (Murilo Benício ) – O Clone (Glória Perez, 2001)

Um dos mais irritantes protagonistas de novela. Tudo para ele era difícil, complicado. Nunca se permitia fazer nada, sempre tinha satisfações a dar. Por causa dessa covardia, Jade (Giovanna Antonelli) sofreu muito mais, já que a corda sempre acabava arrebentando na mão dela. Nunca entendi como ela conseguiu se apaixonar pó aquele salame.

Veja também:
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