"Velho Chico" arrepia e traz de volta a vontade de querer ver novela

Por: Guilherme Diniz, 15/03/2016

Carol Castro
O que dizer a estreia de "Velho Chico" nesta segunda (14)? Espetacular! Foi lenta? Claro que não! Qual seu conceito de lentidão? Tanta coisa aconteceu somente neste primeiro capitulo, só não viu quem não quis ou por que estava travado nos nudes de Carol Castro.

Se você estava acostumado com a correria de "A Regra do Jogo", pode ir se contentando com o ritmo de Benedito Ruy Barbosa e sua pegada rural. Admitamos, foi gostoso de se ver. Nada como respirar novamente o ar do campo, melhor do que aquela poluição descomedida favela-Rio. Embalado na cantoria de clássicos da Tropicália e incrível instrumental, somado a pura cultura nordestina, me veio lágrimas nos olhos e arrepios. Cultura, Brasil! Adeus funk!

Sim, arrepios! Que fotografia foi aquela? Que edição de som e imagem! Que tudo! O diretor Luiz Fernando de Carvalho não deixa dúvidas de que é o melhor no ramo. Perfeccionista, detalhista ao extremo, nos brindou com uma qualidade técnica digna de cinema, não propriamente cinema, neste caso, digna de um verdadeiro novelão épico. As imagens falavam por si só.

O texto da parentela do Bené, supervisionado pelo próprio, é o mesmo de sempre. Tocante e reflexivo no que se propõe.

Tarcísio Meira, Selma Egrei, Carol Castro e Rodrigo Santoro merecerem o destaque. Um show de interpretação alinhado ao excelente texto e direção. Aliás, todo o elenco mostrou-se afinado. Até o sotaque baiano, que em novelas anteriores era ridículo, desta vez saiu audível e no ponto.

Com paixões, reflexão política, cultura, Carvalho e Bené, "Velho Chico" tem tudo nas mãos para trazer de volta a tradição e anseio de fazer o grande público querer voltar a ver novela no horário nobre sem medo.

E não conseguiram boicotar a estreia. Picou 36 pontos no Ibope. Veja!

Gostou da estreia? Quais suas impressões?
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