“SBT. A TV que tem torcida”, mas que não tem ambição

Por: Márcio Andrade, 24/03/2016


Ai, ai… Falar e/ou escrever sobre o SBT, causa-me um desânimo danado. Por se tratar de uma emissora que parece viver somente de coisas velhas, não existe nenhuma novidade dela a comentar, infelizmente.

Bem, já que se depender de algo novo em sua grade de programação, para falar a respeito, eu ficaria “a ver navios”, vou me a ter aqui à campanha promocional que o SBT lançou no último Domingo (20), intitulada: “SBT. A TV que tem torcida”. Interessante. Como se as outras também não tivessem…

Em uma foto – não sei como se chama aquilo tecnicamente –, na qual a emissora agradece aos seus fãs, chamados de “SBTistas”, pela sua torcida, leia-se lá: “Obrigado SBTistas…” Eu não sabia que só os fãs do SBT assistiam ao… SBT. Quer dizer que, com os das outras emissoras, ele não é agradecido?

Eu sou “SBTista” e assisto as suas concorrentes sem nenhum problema. E a partir do momento que você assiste qualquer emissora, você torna-se “torcedor” dela mesmo involuntariamente. Telespectador, gera audiência; esta, gera faturamento. A televisão aberta não vive de publicidade, oriunda justamente como consequência da audiência?

Todavia, não é porque eu sou “SBTista”, que vou achar que tudo que o SBT faz está correto. Ao contrário: eu sou um dos mais ferrenhos críticos da gestão administrativa dele. Podem não gostar, mas ele é sim incompetente, acomodado, se contenta com pouco, não tem ambição…– desculpem-me por qualquer redundância –, etc. É rico, entretanto, o SBT tem uma mentalidade de pobre: faz somente pra comer. É como diz aquele ensinamento: “Amigo, não é quem fala aquilo que você quer ouvir, e sim, aquilo que você precisa ouvir”, guardadas as devidas proporções do respeito, é claro!

Adiante, ele acrescenta: “sua torcida nos motiva a fazer cada vez melhor”. Imaginem só se não motivasse… Neste caso, eu acho que motiva mesmo são a Televisa e Warner Bros., suas “matrizes”. Talvez por isso a parte administrativa dele seja tão caótica, visto o mesmo ser tratado como time de futebol e não como uma empresa comercial. Já repararam na situação catastrófica em que encontram-se os clubes deste país?

Eles, na sua esmagadora maioria, procuram somente agradar aos seus próprios torcedores, sem a intenção de angariarem mais… Uma empresa com fins lucrativos, deve ser completamente o oposto: ela deve procurar conquistar mais e mais clientes; isto é, no meio televisivo: mais e mais telespectadores. Eventualmente esteja aqui a explicação do SBT não crescer em audiência. E a que tem ainda, não duvido nada que tenha a mesma mentalidade da emissora: vive de nostalgia.

Para concluir, transcrevo uma citação do político e diplomata francês Talleyrand, sobre os Bourbons, que enquadra-se perfeitamente no modo de pensar do SBT: “Eles não esquecem nada, não aprendem nada”. Em outras palavras: tornaram-se parasitas do próprio conhecimento. Se as coisas hoje estão assim, com o Silvio Santos, vivo, imaginem quando ele morrer.

O que será do SBT?
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