Que novela podre! Quem tem paciência para acompanhar "Prova de Amor"?

Por: Guiga Bates, 03/03/2016

Lavínia Vlasak e Marcelo Serrado, protagonistas de "Prova de Amor"
Como "Prova de Amor" (2005) fez sucesso na primeira exibição, sinceramente não sei. Que novela podre! Que texto ruim! Que elenco fraco! Resolvi assistir o capítulo desta quinta (03), só para constatar minhas suspeitas.

A novela que está sendo reprisada pela terceira vez nas tardes da Record não é um primor, nem tampouco regular. É um lixo da teledramaturgia brasileira. O texto escrito por Tiago Santiago, o crianção, é risível. A cada diálogo, um show de desnecessidades. Lições de moral, frases de efeito, palavras de ordem e até espaço para falar de saúde. Tudo o que você imaginar tem no texto de "Prova de Amor". É como se a novela fosse escrita por uma criança.

O que mais incomoda é a tentativa fake de Santiago em criticar o país. O autor tentou criar uma trama do bem e ao mesmo tempo pesada com direito a sequestros, ameaças e violência. Muito contraditório.

O tempo todo o telespectador assiste cenas em que personagens, sem a menor naturalidade, protestam contra a criminalidade e Justiça do país. "Se a Justiça nesse país fosse séria, o 'fulano' estaria preso"... "Por que bandido nunca fica preso?"

O fulano bandido replica: "Não serei preso, por que tenho poder, não vê que os policiais estão partindo para o nosso lado? A outra diz em resposta: "Não, nem todos os policiais são corruptos. Você não tem poder, a justiça será feita." Gente, quanta besteira!

Em outro momento: "O crime não compensa."

Bianca Rinaldi, que interpretou uma médica, chega a dar uma aula sobre Hepatite A em seu consultório, numa espécie de campanha de saúde. Incrivelmente no mesmo capítulo, o assunto vacina contra gripe teve destaque numa outra cena.

Na praia, preste a começar uma briga entre adolescentes, um valentão dispara: "Eu sou lutador de Jiu-jítsu e vou partir você em dois". "Cara, saí pra lá, não sou de briga, ninguém aqui vai brigar, se você fosse um lutador de verdade não usaria a violência", ameniza o ameaçado. Na sequência, uma outra diz: "Se tiver briga, ligue para o 190, chame a polícia."

Nem a enxurrada de atores vindos da Globo na época conseguiu convencer e dar um grau de realismo as cenas com um texto tão sofrível. Obrigatoriamente se transformaram em criancinhas de jardim de infância ao recitarem o texto numa peça teatral.

Um capítulo arrastado, sem nexo, com muita barriga e cenas que em nada agregam valor a trama "original" de 229 capítulos. Se assistir apenas um capítulo foi broxante e torturante, imagina acompanhar essa novela do início ao fim? Deus me livre!

Desculpa a sinceridade, é uma novela escrita para um público desprovido de inteligência. Como uma grande parcela da população brasileira se encaixa nesta descrição, tá explicado o sucesso da exibição original e atual.

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