Novo telejornal matinal do SBT não causa impacto e tem tudo para virar pó

Por: Guiga Bates, 29/03/2016
Joyce Ribeiro na bancada nesta terça (29)
Fraquinho! O SBT bem que tentou, mas o "Primeiro Impacto", novo telejornal das manhãs da emissora, de imediato, em nada causa impacto. Só deixa mais claro que o jornalismo do SBT precisa melhorar... e muito. O fato do telespectador não estar habituado com o jornalismo no canal, já causa estranheza.

Reciclagem? Se der uma olhada, lembra muito o "Notícias da Manhã", telejornal de Neila Medeiros, extinto há um ano. O cenário é tão pobrinho e feio, bem diferente da versão original da Univision. Isso que dá montar tudo às pressas. Visualmente é tudo desanimador.

Em relação ao formato americano, a principal diferença nesta versão brasileira do SBT, além de morno ou quase morto, é que não apostaram nas pernas e roupas super sensuais nas jornalistas da bancada. Um progresso. Por outro lado, a falta de progresso é evidente na ausência do HDTV, raridade tecnológica nos telejornais do SBT, o que incomoda muito. Sem falar nos erros e cortes brutais das matérias.

Esquisito é o GC carregar um número um. O primeiro telejornal do dia lá na Globo, também tem o numeral no pacote gráfico. Aliás, os nomes dos dois telejornais se chocam. "Primeiro Impacto" e "Hora Um", se brincar confunde. Nem farei mais comparações. É covardia.

Quem não deveria estar na bancada é a Joyce Ribeiro, péssima como sempre. A apresentadora chama um repórter em link ao vivo, introduz a notícia lendo o TP e dispara a pergunta mais ridícula e irritante tão usada no "Fala Brasil", da Record: "É isso?". Não tinha outra opção melhorzinha para pôr no lugar?

Por algumas vezes, o "Primeiro Impacto" apelou para o público de casa, exibindo elogios e mensagens dos telespectadores através de redes sociais. Sem comentários.

Em seu primeiro dia, o telejornal foi um fracasso de audiência. Faze o que? Em meio a tanta concorrência no horário e com um formato tão apagadinho e limitado, sinto muito em dizer, posso estar sendo pessimista ou equivocado, mas não vai durar muito. Logo, Sílvio dar a louca, se arrepende e devolve os desenhos no horário. Vai virar pó.
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