Nove novelas injustiçadas pelo público e que mereciam mais - Parte 02

Por: Júlio Henrique, 03/03/2016




Essas Mulheres (2005)


Christine Fernandes e Gabriel Braga Nunes,
intérpretes do casal Aurélia e Fernando Seixas em "Essas Mulheres"
Com o fim do sucesso “Escrava Isaura”, A Record decidiu novamente investir numa trama de época. “Essas Mulheres”, de Marcílio Moraes e Rosane Lima, não obteve o mesmo êxito, mesmo com média de nove pontos.

“Essas Mulheres” foi um primor de novela. Com uma direção competente e segura, uma linda reconstituição de época e um alto nível técnico, semelhante a grandes produções da Globo. No campo das atuações destaco Paulo Gorgulho, como o inescrupuloso vilão Lemos, Míriam Freeland como a tocante Mila e Adriana Garambone, no papel da vilã Adelaide. Carla Cabral, Christine Fernandes, Ana Beatriz Nogueira, Ana Rosa, Ingra Liberato, Nathalia Rodrigues, Cássio Reis e Leonardo Miggiorin estavam ótimos nos papéis.

Sangue Bom (2013)



Marco Pigossi é interpretou Breno
Mais uma maravilhosa novela da Maria Adelaide Amaral e de seu fiel escudeiro Vincent Villari. Uma trama espirituosa, alegre e divertida que criticava a ascensão à fama a todo custo e o mundo das subcelebridades. Com audiência bem modesta, 25 pontos de média geral, a trama se mostrava leve e irônica, como as citações a outras obras dramatúrgicas ou autores da emissora.

Mesmo com um elenco jovem e numeroso, nenhum ator foi sub-aproveitado, quase todos tiveram seu momento. Destaco a trilha sonora maravilhosa que ia de Sambô até a estreante Roberta Campos, que lançou a musica chiclete “De janeiro a Janeiro”. As melhores atuações foram as de Giulia Gam (Barbara Ellen), Isabelle Drummond (Giane), Marco Pigossi (Bento), Ingrid Guimarães (Tina), Marisa Orth (Dámares), Tatiana Alvim (Socorro), Ellen Roche (Mulher Mangaba) e Tuna Dwek (Sueli Pedrosa).

Além do Horizonte (2014)


Protagonistas jovens de "Além do Horizonte"
A novela da dupla de colaboradores da “rainha” Lícia Manzo em “A vida da Gente”, Carlos Gregório e Marcos Bernstein, tinham uma história inovadora, num ritmo alucinante e um texto enxuto com bons diálogos. Talvez a falta de grandes nomes no elenco que era composto basicamente de atores jovens e desconhecidos junto com a falta de elementos do puro folhetim, tenha sido a principal razão da baixa audiência da trama. Vale ressaltar que as mudanças feitas na história para tentar “fisgar” o publico deixaram a novela confusa.

A trama teve humor na medida certa, com destaque para as atuações da dupla Luciana Paes e Mariana Xavier (as irmãs Selma e Rita) e o casal interpretado por Laila Zaid e Igor Angelkorte (Priscila e Marcelo). Vale a pena destacar a direção equilibrada de Gustavo Fernandez e a linda fotografia.

Vitória (2014)
Juliana Silveira e Marcos Pitombo, vilões de Vitória
Outra vítima da incompetência e burrice da Record. Com um texto perfeito da maravilhosa Cristianne Fridman, foram feitas abordagens de temas sérios melhor do que em muita novela da Globo (beijo Amor à Vida). Juliana Silveira estava ótima como a neonazista Priscila. Sem falar nas ótimas atuações das veteranas Lucinha Lins e Beth Goulart.

Corações feridos (2011)


Patrícia Barros e Flávio Tolezani
Remake da mexicana “La Mentira, de Caridad Bravo Adams”, foi uma ótima novela, para os padrões do SBT. Com uma linda fotografia e direção competente de Del Rangel. Cynthia Falabella, irmã da atriz Débora Falabella, mostrou que tem talento ao interpretar a vilã Aline.

Torre de Babel (1999)


Adriana Esteves deu a vida a Sandrinha
“Torre de Babel” terminou como sucesso, mas penou na mão da “tradicional família Brasileira”. Veio com temas fortes, como homossexualidade feminina, e um texto sempre perfeito de Sílvio de Abreu. Vale ressaltar que com as alterações na história, a trama não perdeu em qualidade, o que normalmente acontece. A explosão do shopping impulsionou a novela.

O Dono do Mundo (1992)


Stella (Glória Pires) e Felipe Barreto (Antonio Fagundes) na novela "O Dono do Mundo"
“O Dono do Mundo” representa Gilberto Braga em sua melhor fase. Um texto sagaz e forte, unido há uma direção competente de Dennis Carvalho. Mas novamente a “tradicional família Brasileira” chiou com as cenas fortes e a dubiedade dos personagens, “onde já se viu um protagonista que não presta?”. Ótimo trabalho de Antônio Fagundes (Felipe Barreto) e Malu Mader (Márcia). Sem falar na inesquecível abertura produzida pela equipe de Hans Donner.

Os Maias (2001)


Ana Paula Arósio e Fábio Assunção
Uma das mais belas minisséries de Maria Adelaide Amaral. Destaque para o diretor Luiz Fernando Carvalho. Tudo maravilhoso! Figurinos, fotografia e arte. Ressalto o ritmo lento e o texto rebuscado da autora. No campo das atuações, Walmor Chagas, Matheus Nachtergaele, Fábio Assunção e Ana Paula Arósio brilharam.

Meu Pedacinho de Chão (2014)


A doce professora Juliana (Bruna Linzmeyer), de Meu Pedacinho de Chão
Colorida e inovadora, uma novela de encher os olhos. “Meu Pedacinho de Chão” é a prova que uma direção diferenciada pode salvar uma história regular. Com uma atmosfera de sonho, quase de contos de fada, essa novela roubou meu coração. Destaque para atuações de Antônio Fagundes, Rodrigo Lombardi e Juliana Paes. Impossível não lembrar da trilha sonora do maestro Tim Rescala.

Veja também:
Dez novelas injustiçadas pelo público e que mereciam mais - Parte 01

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