Cinco novelas ruins que fizeram sucesso

Por: Júlio Henrique, 08/03/2016



Sabe aquela novela com texto ruim, personagens nada carismáticos, acontecimentos sem pé nem cabeça, situações genéricas... e que mesmo assim agradam o telespectador médio e fazem sucesso? São exatamente essas que você conferirá a seguir:

Alto Astral (2014)

Caíque (Sérgio Guizé) e Laura (Nathalia Dill)
A autora da sinopse original, Andrea Maltarolli, deve ter se revirado no túmulo! Uma história com uma grande potencial virou esse trambolho. O texto de Daniel Ortiz era infantil, com diálogos pobres que beiravam o teatral. 

Sem falar que o autor tinha o “talento” de criar situações mais genéricas do que remédio financiado pelo SUS, como vilã que finge ter doença terminal para segurar o marido, mocinha que procura a mãe sem fazer teste de DNA em pleno século XXI, vilã que rouba o filho da mocinha com o mocinho por vingança, mocinho que não conhecia a noiva do próprio irmão e etc e tal. Só faltou vilã com barriga falsa para completar o circo. Sem falar na direção duvidosa do Jorge Fernando que infantilizou a trama.

Fina Estampa (2011)

Marcelo Serrado (Crô), Christiane Torloni (Tereza Cristina) Alexandre Nero (Baltazar)
A proposta inicial da novela de Aguinaldo Silva era perfeita: uma reflexão entre a aparência e o que você realmente é. O que vale mais: a aparência ou o caráter? Que pena que a história se perdeu.

Tereza Cristina (Christiane Torloni) odiava e infernizava a vida de Griselda (Lília Cabral) pelo fato das duas disputarem o amor do mesmo homem, Renê Velmont, um Dalton Vigh apático. Mas, com o desenrolar da história nenhuma das duas fica com Renê e mesmo assim a vilã enlouquecida continuava tocando o terror. 

Griselda fica rica e a novela se perde. Os segredos de Tereza frustraram o telespectador. O engraçadíssimo Crô, de Marcelo Serrado, roubou a cena e entrou pra lista de personagens mais queridos do público. "Fina Estampa" era recheada de situações inverossímeis e fantasiosas, direção ruim de Wolf Maya, núcleos com histórias desinteressantes. A trama também apelava demais para o humor.

Caminho das Índias (2009)

Juliana Paes (Maya) e Rodrigo Lombardi (Raj) 
Glória Perez usou sua máquina de xérox para copiar a belíssima “O Clone” e criar a duvidosa “Caminho das Índias”. Só que desta vez o caldo desandou. Com dancinhas insuportáveis e expressões indianas repetidas a exaustão, um texto fraco e raso demais e direção ruim de Marcos Schechtmann, contribuíram para o resultado final bem aquém do esperado. Como em todas as novelas de Glorinha, a trama abusava de personagens sem função e sem espaço no enredo.

Amor à vida (2013)

Antônio Fagundes (César) e Mateus Solano (Félix)
Mateus Solano, a bicha má Félix, levou “Amor à vida” toda nas costas. O texto ruim, infantil, diálogos primários e artificiais, as vezes didático e teatral de Walcyr Carrasco, que era interessante em suas novelas das 18h, não convenceu na faixa das 21h. O autor abusou com palavras e expressões repetidas a exaustão. Havia também personagens e núcleos dispensáveis na trama, como o casal Patrícia (Maria Casadevall) e Michel (Caio Castro), que só fazia sexo todo santo capítulo. 

A cereja do bolo foi a sucessão de abordagens sociais equivocadas, tais como: bullying, lúpus, câncer, Aids, autismo, alcoolismo, etc. A maioria desses temas foi abordada de forma superficial, sem se aprofundar ou concluir. Se lembra das indicações de livros? Do nada a criatura parava em cena só para comentar o livro que estava lendo, soava até como um merchan vagabundo, tanto que virou piada na internet. Um verdadeiro trem desgovernado.

I Love Paraisópolis (2015)

Bruna Marquezine ( Mari) e Caio Castro (Grego)
Os personagens dos núcleos paralelos da trama de Alcides Nogueira e Mário Teixeira carregaram a novela nas costas. Com uma trama central sem fôlego e apática, os outros núcleos apelavam para situações que mais pareciam esquetes de um programa de humor. 

O casal protagonista se mostrou chato: uma Bruna Marquezine sempre de cara fechada junto há um Maurício Destri canastrão, formavam um casal sem química. O jeito foi apelar para o carismático Grego (Caio Castro) e o juntar com a personagem de Maria Casadevall (Margot).

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