Cinco mocinhos mais covardes das novelas globais - Parte 01

Por: Júlio Henrique, 26/03/2016


O mocinho, ou herói da trama, tem duas funções: apoiar a mocinha a superar um obstáculo ou ser o seu objeto de desejo. Certo? Errado! Muitas vezes eles próprios se encarregam de ser o principal antagonista de nossas heroínas. Afinal de contas, um homem que sempre duvida, abandona e engana a amada, não está muito interessado em ajudar, não é mesmo?

Confira a seguir uma lista de cinco mocinhos mais acovardados das telenovelas da Globo:

Théo (Rodrigo Lombardi) – Salve Jorge (Glória Perez, 2012)


Um soldado, um guerreiro. Só que não! Théo era um verdadeiro sabão que vivia na barra da saia da mãe. Escorregava entre mil mulheres, mas dizia amar apenas a Morena (Nanda Costa). Covarde e incapaz de lutar para salvar amada. Se não fosse Helô (Giovanna Antonelli)...

Edu (Fábio Assunção) – Coração de Estudante (Emanuel Jacobina, 2002)


Um COVARDE escrito em letras maiúsculas! Não assumia os problemas com a esposa alcoólatra, não despachava a Amelinha (Adriana Esteves), duvidava das opiniões de Clara (Helena Ranaldi) sem nenhum constrangimento e até seu filho, Lipe (Pedro Malta), para qual dizia fazer tudo, era vítima de sua fraqueza. Desse jeito, ficava difícil discordar do vilão João Mourão (Cláudio Marzo).

Dante (Reynaldo Gianecchini) – Sete Pecados (Walcyr Carrasco, 2007)


Dante era moço bom. Honesto e trabalhador. Até aí tudo bem! Mas, o mocinho de “Sete Pecados” se deixou levar pelas armações de Beatriz (Priscila Fantin) e acabou trocando sua mulher Clarice (Giovanna Antonelli) pela moça. Passado um tempo, Dante percebeu que o sentimento por Beatriz não era mais forte do que o que sentia por Clarice. Por pura birra preferia acreditar que a ex-mulher o havia traído e que também tinha casado novamente por interesse. Por covardia e orgulho, não queria acreditar na verdade de Clarice e acabou a levar uma vida morna com Beatriz.

Danilo (Murilo Benício) – Chocolate com Pimenta (Walcyr Carrasco, 2003)


Ao contrário de alguns mocinhos que se comportavam quase como antagonistas de suas respectivas amadas, Danilo não apresenta atitudes muito revoltantes. Seja pelo próprio caráter burlesco/cômico das obras de Walcyr Carrasco, seja pela razão da novela abraçar o público infantil, o fato é que o protagonista de “Chocolate com Pimenta” errou por imaturidade.

Fica claro seu amor por Ana Francisca (Mariana Ximenes), e nos simpatizamos tanto com a veracidade do sentimento que chegaríamos a esquecer de suas falhas se não fossem tão risíveis em um adulto: ignorar para chamar atenção do outro, ser indulgente consigo mesmo, se colocar no papel de vítima e terceirizar a culpa da situação. O “felizes para sempre” de Ana Francisca é possível mediante um gostar incondicional, além de muita paciência para compreender que Danilo seria mais um filho do que realmente um marido...

Rafael (Eduardo Moscovis) - Alma Gêmea
(Walcyr Carrasco, 2005)


Esse me irritava profundamente. Cultivou o amor eterno por sua falecida esposa através de uma rosa especial, mas não fez muito para viver o amor por Serena (Priscila Fantin), que vinha a ser a reencarnação da moça. E ainda foi burro o suficiente para se deixar levar pelos truques da vilã Cristina (Flávia Alessandra) por bastante tempo. Era bobão e chato, muito chato. Merecia o par que tinha, porque dona Serena era outra chata de galocha!

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